Médico do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão alerta para aumento de casos de doenças respiratórias em crianças nesta época do ano
As mudanças bruscas de temperatura e as variações climáticas registradas nas últimas semanas são relatadas para o aumento significativo nos casos de doenças respiratórias em crianças. Ib Gatto Falcão, Helion Lisboa, ao destacar que as doenças do aparelho respiratório acometem, especialmente, os bebês menores de 1 ano, grupo considerado mais vulnerável às complicações causadas por vírus resistentes.
De acordo com Helion Lisboa, os principais sintomas são tosse, febre, coriza, dificuldade para respirar, chiado no peito e congestão nasal. Entre os diagnósticos mais frequentes estão gripes, resfriados, bronquiolite e crises alérgicas.
O médico ressalta que estas doenças são decorrentes das mudanças climáticas, que favorecem a circulação de vírus e alterações para o agravamento dos quadros de proteção, principalmente em crianças pequenas. “Os bebês possuem o sistema imunológico ainda em desenvolvimento e, por isso, apresentam maior sensibilidade às mudanças de temperatura, apresentando desconforto, chiado no peito e dificuldade para se alimentar”, destacou o médico.
Segundo o profissional, é fundamental que pais e responsáveis estejam atentos aos sinais de alerta. "Entre estes sinais são respiração acelerada, esforço protetor, lábios arroxeados, febre persistente, deficiência excessiva e recusa alimentar. Nesses casos, a orientação é procurar assistência médica imediata", orienta.
Prevenir
E entre os cuidados preventivos essenciais para reduzir o número de complicações respiratórias na infância e evitar o agravamento dos quadros clínicos está a vacinação. "Mas, além dela, é importante higienizar as mãos com frequência, evitar a exposição das crianças a mudanças bruscas de temperatura, ambientes fechados e contato com fumaça são medidas fundamentais. Nos bebês, a lavagem nasal com soro fisiológico também contribui significativamente para melhorar a respiração", explica o profissional.
O médico do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão acrescenta que o tratamento varia de acordo com o quadro clínico de cada paciente, podendo incluir hidratação, controle de febre, nebulização, fisioterapia respiratória e acompanhamento contínuo dos casos que ativam maior atenção. “Mas é necessário evitar a automedicação e procurar atendimento profissional diante dos primeiros sinais de agravamento”, recomenda.