Jogos indígenas, práticas periféricas e visita à Serra: conheça a Ginga
Evento do Instituto de Educação Física chega à segunda edição de 25 a 28 de maio
Chega à segunda edição o projeto que une esporte e valorização das culturas negra e indígena. Acontece no Campus A.C. Simões, em Maceió, entre os dias 25 a 28 de maio, a 2ª Ginga, projeto do Instituto de Educação Física e Esporte (Iefe), que tem o objetivo de trazer o olhar para as práticas culturais afrodiaspóricas e ameríndias, valorizar esses conhecimentos e disseminar saberes.
Na programação, roda de conversa com o tema: Jogos indígenas e sua organização e perspectiva desportiva e oficinas de jogos indígenas, práticas periféricas, dança afro e quadrilha tradicional. Além disso, no dia 28 de maio, os participantes do evento terão a oportunidade de visitar a Serra da Barriga.
O professor Ícaro Santos, coordenador do evento, explica que o projeto Ginga faz parte da disciplina AC3 que tem como objetivo organizar um curso ou um evento como atividade curricular de extensão. “O curso de Educação Física tem sua gênese em uma perspectiva muito eurocentrada que acaba não valorizando o conhecimento dos povos africanos e ameríndios. Nosso objetivo é voltar o olhar para essas culturas, pensando em movimento, prática corporal e cultural, filosofia e cosmovisão”, afirma.
Os temas são então abordados em rodas de conversa e oficinas, numa semana de estudos do movimento afro-brasileiro no esporte. “Na primeira edição os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar a capoeira, que é bastante conhecida mas não valorizada pela academia. Também tivemos maracatu, quadrilha, coco de roda, hip hop e o jogo mancala, que é um jogo africano, entre outros. Nesta edição, percebemos uma grande demanda de alunos interessados em ir à Serra da Barriga, e teremos além da visita, a presença de membros das comunidades indígenas Wassu-Cocal e Jeripankó no evento”, destaca.
“Um diferencial nesta edição do evento é a presença do mestre Denis Angola, que vai falar sobre a desportivização da Capoeira, que, para além de prática cultural, começa a ser caracterizada como desporto, com organização brasileira e mundial, comitês etc. É uma forma também de abordarmos a educação antirracista, combater o racismo e superar as desigualdades, valorizar os nossos saberes e práticas”, lembra o professor.
O evento é aberto a toda a comunidade, inclusive estudantes de outros cursos e comunidade externa, lembrando a todos que jogos são um componente lúdico de aprendizagem. “É pelo jogo que também a gente aprende e se desenvolve”, afirma.
Para participar, basta fazer inscrição no site.