Maceió adere à paralisação nacional e garis cobram piso salarial de R$ 3 mil
Categoria reivindica a aprovação do PL 4146/2020, que tramita no Congresso e prevê novos benefícios, como aposentadoria especial e adicional de insalubridade
A capital alagoana amanheceu com os serviços de limpeza urbana suspensos nesta sexta-feira (15). A paralisação dos trabalhadores do setor faz parte de um movimento de mobilização nacional que busca pressionar o Congresso pela aprovação do Projeto de Lei 4146/2020, proposta que visa regulamentar a profissão e garantir conquistas históricas para a categoria.
Em diferentes pontos da cidade, "garis e margaridas" — como os profissionais são conhecidos — uniram-se a trabalhadores de outros estados em uma jornada de protesto. O foco central da mobilização é a instituição de um piso salarial nacional fixado em R$ 3.036.
Um pacote de direitos em jogo
Além do reajuste salarial, o PL 4146/2020 propõe uma reestruturação profunda nas condições de trabalho. Entre os principais pontos da pauta estão:
Jornada de Trabalho: Redução para 40 horas semanais.
Saúde e Proteção: Adicional de insalubridade de 40% e plano de saúde obrigatório.
Seguridade Social: Aposentadoria especial para a categoria.
Benefícios Diretos: Instituição de vale-alimentação e cesta básica.
Próximos passos em Brasília
Embora o movimento ganhe força nas ruas, a batalha decisiva ocorre nos corredores do Poder Legislativo. Segundo lideranças sindicais que coordenaram o ato em Maceió, a proposta já possui o respaldo de 60 senadores. No entanto, o texto enfrenta um gargalo burocrático: aguarda a autorização da presidência do Senado para avançar sob regime de urgência.
"A regulamentação é uma questão de dignidade. Estamos falando de profissionais que garantem a saúde pública todos os dias sob sol e chuva", afirmou um representante da categoria durante o ato na capital.
Até o fechamento desta edição, o cronograma para a retomada total das atividades de limpeza na capital dependeria da sinalização de avanço das negociações em Brasília.