SISTEMA PRISIONAL

Grupo que monitora presídios ganha apoio da Justiça do Trabalho para garantir direitos e capacitação

Integração segue diretrizes do CNJ e busca fortalecer as políticas de ressocialização no estado

Publicado em 16/04/2026 às 13:06
Desembargador Márcio Roberto conduziu reunião do GMF nesta quinta-feira (16) Caio Loureiro

O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), agora passa a contar com a participação de um membro da Justiça do Trabalho, o juiz Rinaldo Guedes Rapassi. A indicação do magistrado segue resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e busca ampliar a articulação institucional para inserir egressos do sistema prisional no mercado de trabalho.

"Depois que a pena termina, a pessoa vai ao mercado de trabalho e, às vezes, não consegue ser totalmente acolhida. Então, nós podemos, com a nossa experiência, contribuir para que haja um acolhimento maior e uma reinserção mais fácil, para que essa pessoa não reincida", afirmou o magistrado, reforçando a importância de qualificar e oferecer aos egressos condições de crescimento na vida.

Para o desembargador Márcio Roberto Tenório, supervisor do GMF, a chegada do juiz do Trabalho é bem-vinda e vai contribuir com a ressocialização. "Esse é o caminho. O cidadão entra no sistema e cabe ao Estado dar as condições necessárias através da instrução, do trabalho, para que ele possa retornar ao contexto social melhorado e venha a contribuir com a pacificação social".

A reunião com o novo integrante ocorreu no TJAL, nesta quinta (16). Também participaram representantes da Vara de Execuções Penais, da Secretaria de Ressocialização (Seris) e do programa Fazendo Justiça, do CNJ.


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