OPERAÇÃO AMBIENTAL

PM-AL resgata aves silvestres e desarticula pontos de venda ilegal no interior

Ação do Batalhão de Polícia Ambiental apreende dezenas de aves e combate comércio clandestino em São Luís do Quitunde e Matriz de Camaragibe.

Por Ascom PMAL Publicado em 19/03/2026 às 16:30
Aves silvestres apreendidas pela PM-AL aguardam triagem antes de retorno ao habitat natural. Ascom PMAL

O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) realizou, nesta quarta-feira (18), uma série de fiscalizações nos municípios de São Luís do Quitunde e Matriz de Camaragibe, no interior de Alagoas, resultando na apreensão de dezenas de aves silvestres e no flagrante de comércio ilegal desses animais. As ações fazem parte da Operação Onda Verde, que intensifica o combate aos crimes ambientais e reforça a proteção da fauna silvestre em todo o estado.

Fiscalização em povoados

Pela manhã, as equipes do BPA concentraram esforços na zona rural de São Luís do Quitunde, especialmente nos povoados Camorim e Paraíso. Em Camorim, um homem foi surpreendido tentando esconder um pássaro da espécie papa-capim ao perceber a aproximação da viatura. Ele admitiu não possuir licença ambiental para a criação do animal.

No povoado Paraíso, os policiais localizaram 13 aves de diferentes espécies, como sebite, guriatã, tiziu, maracanã e canário-da-terra. Todas foram apreendidas após a constatação da irregularidade.

Entregas voluntárias e apreensão em estabelecimento

Em Matriz de Camaragibe, no Conjunto Cícero Cavalcante, duas residências foram fiscalizadas, resultando na entrega voluntária de 13 aves silvestres por proprietários que também não possuíam autorização legal para a criação dos animais.

Durante a operação, as equipes ainda flagraram um estabelecimento agropecuário com 21 aves silvestres expostas à venda, sem qualquer permissão dos órgãos ambientais. Na ausência do proprietário, a responsável pelo local confirmou que não havia licença ambiental para o comércio dos animais.

Responsabilização e destinação dos animais

Diante das irregularidades, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra os responsáveis identificados, que responderão conforme a Lei de Crimes Ambientais.

Todas as aves apreendidas foram catalogadas e encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), sob coordenação do Ibama, onde receberão os cuidados necessários antes de serem devolvidas ao habitat natural.