Assistente social do Hospital Dr. Ib Gatto orienta sobre sinais de violência e busca por ajuda
Profissional destaca importância da identificação precoce e do acolhimento humanizado às vítimas
Com o objetivo de ampliar a conscientização da população, o Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, orienta sobre como identificar sinais de violência e a importância de buscar ajuda.
Segundo a assistente social Catarina Calvão, a violência pode se manifestar de diversas formas. Além da agressão física, que deixa marcas visíveis, existem tipos muitas vezes silenciosos, como a violência psicológica, moral, patrimonial e sexual. Todas têm impacto significativo na saúde e exigem atenção e acolhimento adequados.
“Mudanças bruscas de comportamento, medo constante, isolamento social, tristeza intensa, lesões frequentes sem explicação, além de relatos de humilhações, ameaças ou controle excessivo por parte de outra pessoa, estão entre os principais sinais de alerta. Também é importante observar restrições ao acesso a dinheiro, documentos ou bens pessoais”, explica Catarina Calvão.
Outro ponto de atenção, conforme a assistente social, é quando a pessoa começa a evitar familiares e amigos ou demonstra receio de retornar para casa.
“Em muitos casos, as vítimas demoram a buscar ajuda por vergonha, medo ou dependência emocional e financeira do agressor”, destaca.
Diante de qualquer suspeita ou situação de risco, procurar auxílio o quanto antes é fundamental. “O atendimento em serviços de saúde pode ser um dos primeiros passos para romper o ciclo de violência, já que os profissionais estão preparados para identificar sinais, oferecer apoio e encaminhar para a rede de proteção”, orienta a assistente social.
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Sala Lilás
No Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, o acolhimento às vítimas é realizado de forma humanizada, com escuta qualificada e respeito à confidencialidade. A unidade dispõe da Sala Lilás, espaço dedicado ao atendimento de pessoas em situação de violência, onde são realizados os primeiros cuidados de saúde e encaminhamentos necessários.
Catarina Calvão, que também atua na Sala Lilás, reforça que o atendimento envolve escuta sensível e integração com a rede de proteção.
“Nosso compromisso é garantir que a vítima seja acolhida com respeito e segurança, recebendo orientações e sendo encaminhada aos serviços necessários. O apoio da rede é fundamental para que a pessoa consiga romper o ciclo da violência e reconstruir sua vida”, afirma.
Ela ressalta que os serviços de saúde desempenham papel essencial na identificação e notificação dos casos de violência. “Muitas vezes, o hospital é o primeiro local procurado pela vítima. Por isso, nossas equipes estão preparadas para identificar sinais, oferecer atendimento adequado e garantir o encaminhamento para a rede de apoio e proteção”, reforça Catarina Calvão.
A orientação da assistente social é que qualquer pessoa que esteja vivenciando ou presenciando situação de violência procure apoio em serviços de saúde, órgãos de proteção ou canais de denúncia. “O acolhimento adequado pode ser decisivo para garantir segurança, cuidado e a interrupção do ciclo de violência”, finaliza.