JUSTIÇA

Violência no futebol: Presidente de torcida organizada vai a júri por tentar matar rivais do CRB

Por Redação com Ascom MPAL Publicado em 16/03/2026 às 16:57
Symei Araújo Reprodução / MPAL

Há quase três anos, no dia 2 de agosto de 2023, a capital alagoana registrou mais um capítulo de violência extrema promovida por integrantes, entre eles um dirigente de uma torcida organizada. Integrantes da Mancha Azul espancaram Symei Araújo e Michael Douglas, torcedores do Clube de Regatas Brasil (CRB), deixando-o em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE). Na próxima quinta-feira (19), dois, dos cinco denunciados por envolvimento nas tentativas de homicídio, sentarão no banco dos réus, em júri que ocorrerá na 9ª Vara Criminal da Capital. Os demais julgamentos ocorrerão separadamente, visto os nomes terem sido desmembrados. Representando o Ministério Público de Alagoas (MPAL) estará a promotora de Justiça Adilza de Freitas que susentará as qualificadoras do crime por motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas  e furto.

Somente para relembrar a estupidez cometida, consta nos autos que, no dia do fato, Symei Araújo e Michael Douglas conversavam em uma rua localizada no bairro Ponta da Terra, parte baixa de Maceió, quando foram surpreendidos por um grupo da torcida organizada Mancha Azul ( do CSA), que ocupava dois veículos: um Corsa Classic, de cor preta, e um de cor branca, possivelmente um Ford Ka. Todos armados com pedaços de madeira com pregos, além de porretes e tacos de beisebol, já partindo violentamente para o espancamento. Symei foi o que ficou em estado mais grave, tendo sofrido traumatismo craniano e perdendo massa encefálica, ficando por dias na UTI. Enquanto Michael não foi assassinado graças ao toque do seu celular que imitava o som de uma sirene de viatura policial , o que dispersou os criminosos. Ele relatou que cerca de oito pessoas participaram da tentativa de homicídio, conseguindo identificar três.

Simey Araújo ficou com limitações devido à gravidade dos ferimentos sofridos. Entre os cinco denunciados está o presidente da Mancha Azul (à época).