Hospital Regional de Palmeira dos Índios padroniza fluxo para qualificar cuidados paliativos e humanizar atendimento
Unidade integra equipes multiprofissionais para fortalecer a assistência a pacientes com doenças crônicas e avançadas
O Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI) reforçou seu compromisso com a assistência humanizada ao promover a integração de setores estratégicos para capacitação em cuidados paliativos. A iniciativa reuniu a equipe multiprofissional da unidade, com o objetivo de padronizar fluxos internos, fortalecer a comunicação e aprimorar a qualidade do cuidado oferecido a pacientes com doenças crônicas e condições que comprometem a continuidade da vida.
A coordenação de Enfermagem destacou que os cuidados paliativos exigem atenção constante e sensibilidade no atendimento diário. Profissionais de Psicologia e Serviço Social ressaltaram a relevância do apoio emocional e do acompanhamento familiar ao longo de todo o processo.
De acordo com o novo fluxo, a Fisioterapia atuará no manejo dos sintomas físicos, promovendo conforto e mobilidade aos pacientes. Já a Nutrição irá contribuir com estratégias individualizadas para garantir qualidade alimentar e suporte metabólico adequado em todas as fases do tratamento.
O cronograma foi apresentado pelo diretor médico do HRPI, José Carlos Malafaia, oncologista com experiência em cuidados paliativos para pacientes com câncer avançado. A ação envolveu as coordenações de Enfermagem, Psicologia, Serviço Social, Fisioterapia e Nutrição.
Segundo José Carlos Malafaia, o cuidado ao paciente deve ser próximo e profissional, destacando que a equipe precisa resgatar o zelo no trato com esses pacientes. “Nós trabalhamos em equipe e precisamos resgatar o zelo de lidar com esses pacientes. Não estamos aqui para curar, mas sim para tratar pelo nome, oferecendo conhecimento técnico. Cuidar vai além do tratamento da doença. É preciso atuar de forma articulada, promovendo conforto, controle de sintomas e apoio emocional tanto ao paciente quanto à família”, afirmou.
Durante a reunião, também foi debatida a importância de criar um grupo de referência para discussão de casos, realização de reuniões frequentes, promoção de cursos de capacitação e melhor acompanhamento dos pacientes. O médico reforçou ainda que os cuidados paliativos oncológicos não têm como foco a doença, mas sim o paciente cuja condição evoluiu e gerou outras enfermidades.
O cronograma integra a política de educação permanente do HRPI, que busca manter as equipes atualizadas e preparadas para lidar com situações clínicas complexas. A direção do hospital ressalta que o cuidado paliativo não significa ausência de tratamento, mas sim uma abordagem que prioriza a dignidade, o conforto e a qualidade de vida dos pacientes.