Estudante da extensão conquista 1º lugar no curso de Música da Ufal
Lucas Kauã começou na extensão aos 13 anos e ingressa na Licenciatura em Música com ênfase em violino
A indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão é um dos pilares fundamentais de qualquer universidade pública do país. E na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) não poderia ser diferente. Um exemplo recente disso é o estudante Lucas Kauã, aprovado no Sisu 2026.1 em primeiro lugar no curso de Música Licenciatura, com ênfase em violino.
O estudante começou sua vivência na universidade no projeto de extensão do curso de Música (Musext/Ufal), no Laboratório de Violino, aos 13 anos, mas seu amor pela música vem de muito antes.
“Meu interesse pela música começou quando eu tinha 8 anos, ao assistir a uma orquestra pela primeira vez. Fiquei especialmente encantado com o violino. Lembro que dizia à minha mãe que queria muito ter um instrumento. Até que um dia ela me presenteou com um violino. Comecei a ter aulas na Escola de Música da Assembleia de Deus. Porém, tive que interromper os estudos após poucas aulas. Só depois, aos 12 anos, foi o momento em que decidi aprender violino de fato”, contou o estudante.
A coordenadora do projeto, Débora Borges, já enxergou o potencial de Lucas desde seu primeiro dia e não tinha dúvidas de que sua carreira seguiria este rumo. “Ele sempre demonstrou muita determinação e disciplina no aprendizado do violino. Até por isso, há dois anos, recebeu orientação individual da professora Iannara Farias, servidora da Ufal. Lucas sempre contagia quem está à sua volta com sua paixão pelo violino e pela música. Nunca tive dúvidas de que seu caminho fosse o violino”, comemorou.
No curso, Lucas construiu uma trajetória de êxitos. Ele contou que, graças ao projeto, teve diversas oportunidades que nunca imaginou, como participar do Festival de Música Internacional de Santa Catarina, um dos mais renomados do mundo, além do contato com professores de diferentes países em masterclasses, que são aulas especiais e intensivas ministradas por especialistas ou músicos de renome para estudantes avançados ou intermediários.
Por lá, ele ainda aprendeu métodos que não conhecia, aprimorou seu talento que, mesmo nato, só veio a crescer, e compreendeu o poder da música na união das pessoas. Foi aí que decidiu seguir o curso também na graduação.
“O método do curso visa não apenas formar grandes violinistas, mas fortalecer a união entre as pessoas. Aprendi muito sobre como a música pode conectar e aproximar indivíduos. Nisso, conheci alunos da graduação e descobri que existia o curso na universidade. A partir daí, comecei a buscar mais informações e meu interesse só cresceu”, detalhou.
Agora, aos 17 anos, com a aprovação em primeiro lugar, Lucas tem expectativas altas para melhorar seu desempenho no violino e pretende aproveitar ainda mais as oportunidades que a universidade oferece a seus discentes.
“Eu acreditava que poderia passar, mas não imaginava alcançar a primeira colocação. Fiquei realmente surpreso e muito feliz. Desde que escolhi a música como caminho, ela só me trouxe coisas boas. Toquei em orquestras e vivi experiências únicas. A música me permitiu conhecer novos lugares, novas pessoas e novas perspectivas. É uma realização muito grande”, finalizou.