JUSTIÇA

"Ele vai morrer agora": Madrasta que arremessou enteado de 6 anos do 4º andar vai a júri popular em Maceió

Crime ocorreu em 2022 no Benedito Bentes; Ministério Público sustenta que a ré agiu por vingança após briga com o companheiro e confessou o crime

Por Redação com MPAL Publicado em 23/02/2026 às 10:13

Na próxima quarta-feira (25), o Tribunal do Júri de Maceió julgará um dos casos mais brutais de violência contra a criança registrados nos últimos anos na capital. Adriana Ferreira da Silva sentará no banco dos réus acusada de tentar matar o próprio enteado, então com 6 anos, ao arremessá-lo da janela de um apartamento no 4º andar.

A Madrugada do Crime A tragédia ocorreu em 23 de maio de 2022, após uma discussão acalorada entre a ré e o pai da criança, José Marcos Nascimento dos Santos, que envolvia consumo de bebida alcoólica e desentendimentos em via pública.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), movida por um sentimento de vingança, Adriana retornou ao apartamento e, enquanto o menino dormia, proferiu a frase: “Ele vai morrer agora”. O próprio filho da acusada, um adolescente, ainda tentou impedir o crime aos gritos, mas a criança foi jogada da altura elevada, caindo ensanguentada no pátio do condomínio.

Sobrevivência Milagrosa Mesmo com a gravidade da queda, o menino sobreviveu após ser socorrido às pressas. O processo detalha lesões graves e hematomas severos. Para a promotora de Justiça Adilza Inácio de Freitas, que sustentará a acusação, a morte só não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade da ré, que chegou a confessar o ato na época, alegando "estado emocional alterado".

Qualificadoras e Proteção Integral O MPAL pede a condenação por tentativa de homicídio qualificado, destacando:

  • Impossibilidade de defesa: A vítima dormia e era uma criança pequena.
  • Vulnerabilidade absoluta: O crime expõe a face mais cruel da violência doméstica.

"Vamos falar sobre a defesa da vida e a proteção integral da criança. Esse julgamento vai expor quando conflitos entre adultos atingem diretamente quem não tem qualquer possibilidade de defesa”, afirmou a promotora Adilza Inácio.