Com recomposição, Ufal vai receber cerca de mais R$ 5 mi no orçamento
Reitor Josealdo Tonholo destaca que é um alívio nas contas, mas ainda será necessário recompor a área de assistência estudantil
O anúncio da recomposição orçamentária de R$ 488 milhões para as universidades federais, realizado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com a presença de representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), deixou a gestão da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) mais aliviada, mesmo ainda não chegando ao montante necessário para manter a instituição em sua integralidade. Este ano de 2026 a Ufal receberá cerca de R$ 5 milhões de suplementação para a rubrica de custeio.
O reitor Josealdo Tonholo reforça que o orçamento da Ufal saltou de R$ 116 milhões [após o corte de R$ 13 milhões pelo Congresso Nacional] para R$ 121 milhões com a recomposição pelo governo federal. “Recebemos o anúncio da recomposição na última segunda-feira (19) com muita alegria, mas ainda estamos aguardando os recursos para a assistência estudantil, que é fundamental para mantermos nossos alunos estudando”, reforçou.
A suplementação veio na rubrica de manutenção, que é a 20RK, aquela que permite fazer pagamento de terceirizados, pagar água, energia elétrica, serviço de limpeza, de transporte… “Essa é uma rubrica extremamente importante, mas reafirmo que ainda precisamos ter um olhar especial para a assistência estudantil, que é um ponto muito sensível para a Universidade Federal de Alagoas, já que 76% dos nossos estudantes são classificados no Cadastro Único como vulneráveis e que precisam de uma assistência estudantil forte para ter um bom desempenho na Universidade. Então, a gente espera que, em breve, tenhamos boas notícias com relação a uma nova suplementação”, completou.
Tonholo reafirma que as universidades federais recebem com muito alívio esse gesto do presidente Lula, que demonstra preocupação com a qualidade dessas instituições. “O gesto do presidente Lula é muito importante, de fato, porque ele reconhece o papel das universidades como ele sempre tem feito. É com muita felicidade que recebemos essa notícia. Esse gesto de se aproximar novamente das universidades, fazendo uma suplementação orçamentária que vai garantir nosso funcionamento, é uma forma de diminuir o prejuízo do corte que a gente teve no final do ano passado pelo Congresso Nacional. A recomposição, é fundamental para garantir a continuidade das universidades, do funcionamento nessa situação de adversidade”, destacou.
E completa: “O montante da recomposição não considera ainda a reposição da inflação do período. Para igualar ao valor executado em 2025 teríamos que chegar a 124 milhões de reais mais a inflação do período, ou seja, a Ufal precisaria de mais R$ 9 milhões para ter o orçamento para cobrir as nossas necessidades, chegando a cerca de 130 milhões de reais”.
Mesmo não sendo compatível com a equalização do orçamento do ano passado, o gestor garante que é um sinal muito claro de que o governo federal está preocupado, está sintonizado e que está se envolvendo para resolver essa situação. “Só para lembrar, ano passado, a gente só conseguiu ter uma suplementação no mês de maio e essa recomposição anunciada já chega agora antes mesmo do fechamento do primeiro mês, ainda antes da liberação do decreto de regulamentação da Lei Orçamentária, ou seja, as ações que as universidades estão fazendo no território nacional estão chamando a atenção do próprio governo federal”, disse o reitor.
Ele reforça que o maior exemplo disso foi a liberação dos resultados da avaliação dos cursos de Medicina. “A gente vê com muita clareza que os cursos públicos federais de medicina têm nota muito maior do que a média nacional, mostrando o impacto das nossas universidades. E outro ponto que deve ter pesado também na decisão do presidente Lula foi o excelente resultado das universidades federais na semana passada, quando saiu o resultado da avaliação quadrienal dos cursos de pós-graduação pela Capes”, afirmou.
O reitor destaca que as universidades federais tiveram um excelente desempenho no cenário nacional. “Mas, particularmente, a gente tem que dar destaque para o resultado alcançado pela Universidade Federal de Alagoas que aumentou substancialmente as notas dos seus cursos de pós-graduação e foi percentualmente o maior aumento da região Nordeste. Isso é um ótimo sinal, é sinal de que o governo vai estar aberto para as novas conversas e a gente espera, neste ano completamente atípico, conseguir restabelecer um patamar de negociação com o governo federal para, no mínimo, recompor o orçamento que a gente teve no ano passado. Isso é um alento! Não é a solução, até porque a gente começa a trabalhar agora com um orçamento compatível com o ano de 2009. Mas mostra claramente a posição do governo federal, a preocupação dele com relação à formação das universidades, o impacto que elas têm em todo o território nacional”, salientou.