SAÚDE INFANTIL

Quedas, crises respiratórias e intoxicações lideram atendimentos pediátricos no Ib Gatto Falcão

Período de férias escolares eleva em até 60% a procura por atendimento infantil no hospital de Palmeira dos Índios; especialistas alertam para prevenção de acidentes e intoxicações.

Publicado em 20/01/2026 às 09:47
Atendimentos pediátricos aumentam 60% no Ib Gatto Falcão durante as férias escolares. Pedro Junior/Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

Maju Silva/Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

O Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Palmeira dos Índios, tem registrado um aumento expressivo nos atendimentos pediátricos durante o período de férias escolares. Nesse intervalo, a demanda por cuidados infantis cresce cerca de 60% em relação aos demais meses do ano, reflexo do maior tempo que as crianças passam em casa, em áreas de lazer e em ambientes que exigem atenção redobrada dos responsáveis.

Entre as principais causas que levam crianças à unidade de urgência e emergência estão quedas, crises respiratórias e casos de intoxicação. Segundo a equipe médica, a maioria dessas ocorrências está relacionada a acidentes domésticos e situações evitáveis. A mudança na rotina familiar durante as férias contribui diretamente para esse aumento: crianças ficam mais expostas a escadas, móveis, piscinas, rios e praias, além de terem acesso facilitado a medicamentos, produtos de limpeza e outras substâncias perigosas.

O diretor-médico do hospital, Pedro Andrade, destaca que grande parte dos atendimentos poderia ser evitada com medidas simples de prevenção. “Observamos diariamente crianças que chegam ao pronto atendimento após quedas de camas, escadas ou móveis, além de situações de ingestão acidental de medicamentos e produtos de limpeza. Já as crises respiratórias podem ser extremamente graves e evoluir rapidamente para complicações sérias, se não forem tratadas a tempo”, alerta.

O médico também chama atenção para os riscos ligados ao contato com a água. “Qualquer episódio de engasgo, tosse persistente após o banho, piscina ou mar, ou mudança no comportamento da criança deve ser avaliado imediatamente. O afogamento nem sempre se manifesta de forma imediata. Mesmo após sair da água, a criança pode desenvolver dificuldades respiratórias horas depois”, ressalta.

A médica generalista Amanda Godinho reforça que o perfil dos atendimentos pediátricos representa um desafio para a saúde pública. “Grande parte das ocorrências que chegam à nossa emergência envolve acidentes que poderiam ser evitados com supervisão adequada, ambientes mais seguros e informação às famílias. Por isso, além de atender, nossa missão também é orientar a população”, destaca.

Entre as principais recomendações do hospital estão: manter produtos de limpeza, medicamentos e substâncias tóxicas fora do alcance das crianças; instalar grades de proteção em janelas e escadas; nunca deixar crianças sozinhas em piscinas, banheiras ou próximas a reservatórios de água; e utilizar boias e coletes salva-vidas durante atividades aquáticas.

Os profissionais do hospital ainda orientam que, em casos de intoxicação, não se deve provocar vômito nem oferecer líquidos ou alimentos sem orientação médica. A recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde ou acionar o serviço de emergência.