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Brasil não alcançará metas anunciadas na COP-26 se não investir em infraestrutura e logística sustentáveis, afirma especialista

Por Acessoria

Na última segunda-feira, 1, o Itamaraty anunciou – via rede social – que “como parte das negociações da COP-26 o Brasil irá aderir ao Compromisso Global do Metano. O Brasil é parte da solução dos desafios da mudança do clima”. Em seu discurso durante a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-26), o presidente americano, Joe Biden, confirmou a urgência para uma infraestrutura sustentável.

O especialista em infraestrutura, logística e comércio exterior, Paulo César Rocha, que tem mais de 50 anos de experiência e já acompanhou a execução de importantes obras no Brasil, afirma que sem gestão pública consciente e focada na sustentabilidade, o país dificilmente mudará o cenário e cumprirá as metas anunciadas na conferência. Para ele, não haverá mais espaço para crescimento urbano sem planejamento no Brasil.

“O que vimos ao longo das últimas décadas foi o estabelecimento de um cenário de urbanização e viabilização de infraestrutura e logística no país que não considerou, primariamente, a sustentabilidade e o convívio harmônico com o meio ambiente. As cidades brasileiras começaram, há muito pouco tempo, a pensar na sustentabilidade e no equilíbrio com a natureza. Sem uma previsão nacional que conduza mudanças profundas para estabelecer uma logística mais eficiente e sustentável, seguiremos a passos lentos nessa questão”, afirma Paulo César Rocha.

Impactos no Comércio Exterior

Para o especialista, que atualmente dirige a empresa LDC Comex – no ramo de Comércio Exterior, avalia que se o governo brasileiro não começar a pensar medidas mais alinhadas com o discurso global a favor do clima, poderá isolar de forma ainda mais intensa o comércio internacional do Brasil. Segundo Paulo César Rocha, a COP-26, deixou clara a intensão de isolar quem não se comprometer, de fato, com as mudanças.

“A decisão da conferência de não exibir mensagens de líderes que não se fizeram presentes ao encontro, deixam evidente que o não engajamento provocará isolamento e exclusão. O Brasil precisa alinhar seu corpo diplomático para buscar equilíbrio neste contexto internacional, sob pena do país perder ainda mais espaço para o lobby internacional no comércio exterior. Sem investir internamente em ações concretas para alcançar as metas e sem mostrar ao mundo o que está fazendo, o Brasil corre sério risco de ampliar o isolamento comercial internacional”, alerta o especialista.

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