;

NOTÍCIAS

In:

Técnicas minimamente invasivas permitem a retirada de miomas com a preservação do útero

Por Raphael Lucca

Dr. Alexandre Silva, especialista em videolaparoscopia e cirurgia robótica, explica os benefícios que a tecnologia pode trazer para os casos mais graves.

Dr. Alexandre Silva, especialista em videolaparoscopia e cirurgia robótica, explica os benefícios que a tecnologia pode trazer para os casos mais graves.

O mioma uterino ocorre quando as células da musculatura lisa da parede do útero desenvolvem pequenos nódulos, formando tumores benignos. De acordo com dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, (Febrasgo),  cerca de 80% das mulheres em idade fértil possuem miomas uterinos, muitos deles, inclusive, assintomáticos.

Quando surgem sintomas, eles podem variar entre aumento do fluxo menstrual, dores abdominais ou pélvicas, infertilidade e aumento do volume abdominal até retenção urinária e constipação intestinal. Cerca de trezentas mil mulheres perdem o útero por ano em decorrência da doença, muitas delas, em idade fértil e ainda sem filhos. Por isso, avanços tecnológicos que permitam o tratamento com a preservação do útero mesmo nos casos mais graves representam uma esperança para a melhora do cenário.

Para o Dr. Alexandre Silva, médico referência em videolaparoscopia e cirurgia robótica, essas novas tecnologias permitem um tratamento mais emocionalmente saudável. “Algumas mulheres recebem como primeira opção de tratamento a proposta de realizar a histerectomia e essa notícia destrói esperanças e sonhos em uma única consulta. Porém, atualmente é possível remover os miomas, preservar o útero e manter sua principal função: gestar”, afirma o especialista.

O médico defende que na medicina e na vida, as palavras como “sempre” e “nunca” não devem ser utilizadas, sendo possível encontrar alternativas para uma melhor qualidade de tratamento adaptada às particularidades de cada paciente. De acordo com ele, as vantagens das técnicas minimamente invasivas sobre as técnicas tradicionais são inúmeras e cientificamente comprovadas. “Nem ‘sempre’ é preciso  retirar o útero e nem ‘nunca’ é preciso perder a esperança”, alerta. Por isso, é importante uma avaliação feita por um especialista com imagens de ressonância e um planejamento adequado.

 

Sobre o Dr. Alexandre Silva

Dr. Alexandre Silva e Silva, se formou em 1995 na Faculdade de Ciências Médicas de Santos em medicina. Sua especialização é em Cirurgia Minimamente Invasiva e Cirurgia Robótica. Além disso, possui certificação em cirurgia robótica em 2007 no Hospital Metodista de Houston. Certificação em cirurgia robótica single site em 2016 em Atlanta. É mestre em ciências pela Universidade de São Paulo em 2019 e foi pioneiro em cirurgia minimamente invasiva a partir do ano de 1998, dando aulas de vídeo cirurgia desde então.  É referência em videolaparoscopia e cirurgia robótica.

Compartilhe:

Comente no Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *