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HGE assegura assistência qualificada a pacientes com AVC e minimiza sequelas causadas pela doença

Por Neide Brandão

Após ser atendido na Unidade de AVC do HGE e ter a vida salva, José Roberto Marques realiza fisioterapia e conta com a assistência da esposa para se recuperar | Hospital conta com uma Unidade de AVC desde 2015 e equipe multidisciplinar qualificada. Foto: Carla Cleto

Foi na madrugada do dia 28 de junho que a dona de casa Valderez Lourenço, de 58 anos, percebeu algo estranho com o marido, José Roberto Marques, também de 58 anos. Ela acordou com um som e mexidos diferentes, acendeu a lâmpada e, ao olhar para José Roberto Marques que, aparentemente, dormia, percebeu um lado do corpo dele todo torto. Ele estava tendo um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Com a ajuda de familiares, se dirigiram para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que os direcionou ao Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, onde está localizada a primeira Unidade de AVC pública de Alagoas. “Ele ficou na unidade específica para AVC por 15 dias. Agora, após a alta médica, ele está fazendo o tratamento que foi recomendado”, relatou a esposa.

A médica neurologista Simone Silveira, responsável pela Unidade de AVC do HGE, explicou que os principais sintomas da doença incluem a perda dos movimentos de um lado do corpo, como aconteceu com José Roberto Marques. Associado a isso, a boca fica torta, a fala enrolada e ocorre confusão mental em alguns casos.

Na assistência do paciente José Roberto, o uso do trombolítico garantiu a vida dele, auxiliando na dissolução do trombo. “Ele é um paciente que já teve mais de um acidente vascular, três para ser mais específica. E também teve um infarto. Foi um caso difícil, mas conseguimos garantir a vida. Agora é seguir as recomendações para a continuidade do tratamento fora do hospital”, esclareceu a médica.

O trombolítico é o fármaco que dissolve de emergência o trombo que obstrui artérias do cérebro, no caso de AVCs isquêmicos. Para a total eficácia da medicação e restrição das sequelas do AVC, precisa ser utilizado em até 4h30 após o início dos sintomas.

“Esse coágulo sendo desfeito em tempo hábil, dentro da janela de 4h30, garante o retorno da circulação na região do cérebro que estava comprometida. O que possibilita que essa região que iria ser perdida, seja recuperada e as sequelas definitivas minimizadas”, explicou Simone Silveira.

Fisioterapia – Já em casa, José Roberto está passando por sessões de fisioterapia e, posteriormente, incluirá a fonoaudiologia. No HGE, ele foi submetido ainda à investigação das causas dos AVCs para evitar outros de maior ou menor gravidade.

De acordo com a neurologista, o AVC é considerado a principal patologia relacionada com incapacidades. “O governo de Alagoas dá um passo gigantesco ao investir no cuidado e tratamento das vítimas dessa doença. O AVC Dá Sinais pontua um marco histórico, porque atualmente estamos à frente de todos os Estados com uma rede de cuidados específicos”, salientou.

Agora, além do HGE, os Hospitais Metropolitano, Regional da Mata (HRM), e de Emergência do Agreste (HEA), também são referências na assistência aos acometidos por AVC. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também estão capacitadas para receber os pacientes como porta de entrada e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) habilitado para realizar o transporte pré-hospitalar móvel. “Até novembro irão totalizar 10 unidades preparadas para atender casos e agilizar a assistência. Isso evitará muitas mortes e minimizará sequelas em vários pacientes”, ressaltou Simone Silveira.

A Unidade de AVC do HGE, primeira em Alagoas com uma proposta de cuidado multiprofissional para o tratamento emergencial do Acidente Vascular Cerebral, funciona desde 2015. O serviço conta com dez leitos, um deles destinado à trombólise, procedimento de aplicação do trombolítico.

Cuidados preventivos – O Acidente Vascular Cerebral é a doença neurológica mais temida e sua principal arma é a prevenção. Controlar a pressão arterial, o diabetes, colesterol, evitar o tabagismo e o sedentarismo são algumas das recomendações. A orientação da especialista é que, identificados os primeiros sinais e sintomas, a pessoa seja encaminhada para uma das unidades referenciadas o mais rápido possível.

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