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Prefeito de Nova York pede a Michelle que convença Bolsonaro a se vacinar

O prefeito democrata de Nova York, Bill de Blasio, pediu nesta quarta-feira, 29, que a primeira-dama Michelle convença o presidente Jair Bolsonaro a se vacinar. “Assim ele pode parar de ser um perigo para os outros”, escreveu de Blasio em postagem no Twitter.

Blasio fez o comentário ao compartilhar uma matéria do The New York Times. O texto informa que Michelle, “esposa do orgulhosamente não vacinado presidente brasileiro”, decidiu se imunizar durante passagem por Nova York, quando acompanhou a comitiva brasileira que participou da Assembleia Geral da ONU, na semana passada.

Esta não é a primeira vez que Blasio comenta o status de vacinação do presidente brasileiro. No dia 20 de setembro, pouco antes da Assembleia Geral, o democrata escreveu que, se o presidente não pretendia se vacinar, nem deveria ir à Nova York. “Com os protocolos em vigor, precisamos enviar uma mensagem a todos os líderes mundiais, principalmente Bolsonaro, do Brasil, que se você pretende vir aqui, você precisa estar vacinado”, escreveu também no Twitter. Três dias depois, o prefeito voltou à rede social para postar “Não seja como Jair Bolsonaro, seja como (príncipe) Harry e Meghan. Vacine-se”, em referência a uma campanha do casal.

A participação de Bolsonaro na Assembleia Geral se tornou uma questão após o presidente do evento, Abdullah Shahid, comunicar a diplomatas do mundo todo que defendia a exigência de comprovante de vacinação contra a covid-19 para liberar a entrada no plenário. Bolsonaro, que se recusa a tomar a vacina, seria o primeiro a discursar. A ONU mudou sua posição poucos dias antes do evento.

Sem vacina, Bolsonaro precisou contornar as regras de Nova York. Impedido de entrar em áreas internas de restaurantes, comeu ao lado de fora da churrascaria Fogo de Chão e jantou pizza na calçada com sua comitiva. Ainda durante a Assembleia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, testou positivo para a doença e colocado em isolamento por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Outros integrantes, incluindo o filho mais velho do presidente, Eduardo Bolsonaro, também foram contaminados.

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