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Obra do açude de R$9 milhões terá quase R$1 milhão de acréscimo para ser retomada

Por Redação

Outrora cartão postal da cidade, açude do Goití tem obras paralisadas há dois anos. Prefeito culpa a pandemia pelo atraso e adita quase R$1 milhão para retomar execução da obra que somada a outras ultrapassa vinte sem conclusão

A publicação de número 4149 do Diário Oficial do Município de Palmeira dos Índios é clara. Para a obra do açude do Goití ser retomada foi necessário fazer uma readequação de quase R$1 milhão de Reais, um reequilíbrio econômico financeiro de 40,30% do saldo do contrato nº 008/2019, que tem por objeto a contratação de empresa de engenharia para revitalização da praça Moreno Brandão, no Centro da cidade.

Perceba o leitor que o aditivo ao contrato da obra refere-se apenas à Praça Moreno Brandão, a famosa “praça da índia”, cujas dimensões são pequenas para os exorbitantes recursos agora disponibilizados para sua reforma: R$ 2.958.609,90 (dois milhões, novecentos e cinquenta e oito mil, seiscentos e nove reais e noventa centavos).

Não se trata no presente contrato da revitalização do açude do Goití – fato que as autoridades como o Ministério Público devem ficar atentas e buscar explicações do Poder público local.

O fato é que o município palmeirense parece ter dado um passo maior do que as pernas. Talvez iludido com a promessa do deputado-federal Marx Beltrão (PSD) de liberar R$9 milhões em emenda parlamentar para a revitalização do açude do Goiti e construir uma área de lazer e esportes ao seu redor, o prefeito Julio Cezar (MDB) destruiu o que existia afetando a fauna e a flora local, como uma população de jacarés que habita no local e que após o esvaziamento agoniza de fome a céu aberto e para o deleite dos nativos que se aglomeram na ponte para assistir o espetáculo deprimente.

A obra que iniciou em 2019 até hoje está paralisada e agora tem nova promessa de reinício após exclusiva intervenção das autoridades competentes, mas com um acréscimo gigantesco em seu orçamento que sairá do bolso do cidadão que paga seus impostos e infelizmente vê seu dinheiro sendo desperdiçado.

“Os preços dos materiais da construção civil, como cimento, ferro, brita e tijolo, aumentaram muito. O valor licitado era um e o valor de mercado era outro. Por isso, várias empresas não aguentaram os efeitos da pandemia e não tiveram como se manter. Vamos reiniciar a obra com a construtora Lucena e não permitiremos que ela sofra mais interrupções por causa de itens de contrato ou dos materiais. Também quero tranquilizar a população quanto aos jacarés que estão no Lago. O manejo dos animais será feito pelo IBAMA e o IMA, que os levarão para um habitat natural”, tentou justificar o prefeito.

O deputado Marx Beltrão disse que o país passou “por um período difícil por causa da pandemia, quando o Governo Federal paralisou as obras em andamento em todo o Brasil e em Palmeira não foi diferente. A Saúde era importante naquele momento e ainda é. Mas, agora, chegou a hora de retomar as obras e os recursos já estão disponíveis”.

Fontes da Tribuna do Sertão revelaram que a falta de recursos foi o motivo real para a não execução da obra, fato que contradiz o prefeito e o deputado que haviam anunciado desde 2019 que os recursos já se encontravam em caixa.

Mesmo com incredulidade, a hora agora é de fiscalizar os recursos já aplicados e os novos aportados na obra, aguardar a retomada da obra e sua conclusão que devolverá o cartão postal da cidade a seus habitantes e turistas.

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