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Alterações climáticas: plantas estão reduzindo a absorção de gás carbônico na Primavera

Por Ascom GT e Unit/AL

O principal fator das mudanças climáticas são os gases do efeito estufa ligados às atividades econômicas, por isso a preocupação em adotar novos hábitos e formas de produção

A chegada da primavera é registrada pela mudança na vegetação e o desabrochar das flores. Isso acontece por alguns fatores, como o aumento gradativo das temperaturas, já que a primavera é a transição entre o inverno e o verão. Em 2021, contudo, de acordo com as previsões meteorológicas, a primavera será marcada por tempestades, mas em algumas regiões, há pouca percepção desse fenômeno.

Este alerta é feito por Milena Bandeira de Mello, professora do curso de Engenharia Ambiental do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL). “Não temos a estação das flores, não é típico da nossa região. Em grande parte do Brasil, principalmente no Norte e no Nordeste, a Estação das Flores é expressa apenas pela mudança de clima, que varia entre os estados da região”, explica.

Em Alagoas e Sergipe, por exemplo, nesta estação do ano a predominância é de tempo mais seco, principalmente no Sertão. De Sergipe ao Rio Grande do Norte, a época é de diminuição do volume de chuva.

“Atualmente, as estações mais longas do ano, que são primavera e outono, ficaram mais curtas, partindo de 124 para 115 dias e 87 para 82 dias, respectivamente. Por conta disso, durante a primavera, em vez de as plantas terem mais tempo para crescer e absorver mais carbono da atmosfera para produzir mais biomassa, está havendo uma redução dessa absorção, resultante do aumento da temperatura”, destaca Milena Bandeira.

A especialista lembra que em todo o mundo tem havido grandes mudanças climáticas, mas, embora elas sejam atribuídas à ganância e ao consumismo, a principal causa é a alta emissão de gases de efeito estufa.

No Brasil, as principais fontes de emissão de gases do efeito estufa, tanto unidades físicas quanto processos que liberam algum desses gases para a atmosfera, são: desmatamento, transporte, pecuária, fermentação entérica, termelétricas movidas a combustíveis fósseis e processos industriais.

Panorama mundial

Os três principais gases de efeito estufa que permanecem na atmosfera – dióxido de carbono, metano e óxido de nitrogênio – atingiram níveis recordes em 2019, porém em 2020, no maior período de paralisação das atividades econômicas devido à pandemia, as emissões globais diárias de CO2 caíram 17%, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ainda segundo a ONU, o crescimento populacional só deverá se estabilizar por volta do ano de 2100, quando deveremos estar com uma população mundial de 11 bilhões de pessoas.

Até lá, a previsão é de que os verões durem seis meses e a Terra está a caminho de atingir 1,5°C de aquecimento mais cedo do que o previsto anteriormente, segundo o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPMC) divulgado no último mês de agosto.

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