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Bretas entrega documentos e vídeos que rebatem ‘ilações e inverdades’ de advogado

O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, responsável por julgar os processos do braço fluminense da Lava Jato, apresentou nesta segunda-feira, 21, documentos oficiais e vídeos de audiências nos processos administrativos abertos para apurar as acusações de irregularidades feitas pelo advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho.

O material foi entregue às Corregedorias do Tribunal Regional Federal 2.ª Região, no Rio, e do Conselho da Justiça Federal. Os procedimentos foram abertos a partir de reclamações formalizadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Bretas foi citado na proposta de colaboração premiada do advogado, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal em outubro do ano passado, sob suspeita de tráfico de influência, e agora tenta a homologação de um acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR). O conteúdo dos anexos da proposta de delação foi revelado pela revista Veja. De acordo com a reportagem, o juiz é apontado como um profissional que negocia penas, orienta advogados, combina estratégias com o Ministério Público, direciona acordos de delação e pressiona investigados.

Em nota, Bretas afirmou que o material rebate as ‘ilações e inverdades’ lançadas pelo advogado e esclarecem ‘suposições fantasiosas’ feitas pela OAB.

“Vale destacar que o advogado responsável pelas acusações infundadas, já admitiu publicamente, conforme publicado amplamente na imprensa, ter recebido oferta de dinheiro para atacar a reputação do Juiz Federal Marcelo Bretas. Além disso, Nythalmar Ferreira responde judicialmente pelos crimes previstos nos artigos (tráfico de influência) e 357 (exploração de prestígio) do Código Penal e já é investigado pela Polícia Federal por fazer ameaças ao Magistrado Federal”, diz o texto.

“Toda essa narrativa inverídica, montada sem provas concretas, com objetivo escuso de desacreditar o trabalho da Justiça Federal, em especial a Operação Lava Jato, já começa a ser desmascarada pela verdade dos fatos e pelo trabalho isento das autoridades competentes em analisar o caso”, acrescenta o juiz.

Autor: Redação, O Estado de S.Paulo
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