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Na Câmara articulação deixa “Puxador de votos” próximo de sair de cena

Por Redação

Está em discussão no Congresso uma reforma no sistema eleitoral vigente. A ideia, que já seria válida para o ano que vem, é acabar com as coligações e eleger apenas os deputados federais e estaduais mais votados. Já há inclusive uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema, tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, e um grupo de parlamentares também já trabalha para aprovar a reforma.

Com a mudança, a figura do candidato “puxador de votos” tende a desaparecer e perder importância no cenário político nacional. As eleições de 2020 já funcionaram como um laboratório para os partidos, que agora trabalham nas articulações para 2022. Caso as eleições gerais do ano que vêm sejam realizadas sem as coligações proporcionais (“chapinhas” e “chapões”), a tendência é de grandes mudanças na composição dos Legislativos.

Em 2017, o Congresso Nacional promoveu, através de uma PEC, a minirreforma eleitoral que acabou com as coligações nas eleições proporcionais (vereador, deputado estadual e deputado federal), mantendo as regras apenas para as disputas majoritárias para prefeitos, governadores e presidente. Uma das ideias é acabar, justamente, com o “puxador de votos”, quando a votação expressiva de um determinado candidato ajudava a eleger postulantes da mesma coligação.

A tese que defende que apenas os candidatos mais votados sejam eleitos é chamada de “verdade eleitoral” ou “distritão”. Nas eleições de 2018 e 2020 em Alagoas, alguns candidatos foram eleitos por média, enquanto outros com votação superior ficaram na suplência ou até mesmo fora do coeficiente. Se as novas regras já estivessem valendo desde o último pleito, a composição da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas e das Câmaras Municipais seriam totalmente diferente, sem a influência dos chamados chapões. Deputados que foram mais votados e não se elegeram, como Ronaldo Medeiros (que depois assumiu o mandato), André Monteiro, Lobão, Edval Gaia entre outros, assumiriam seus mandatos. Por outro lado, outros menos votados, porém eleitos, a exemplo de Silvio Camelo, Davi Maia e Dudu Ronalsa, estariam totalmente fora da Assembleia.

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