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Deixe-me partir

Por Laurentino Veiga

          De quando em vez, chega-me às mãos, obras de alto relevo cultural. Desta feita, através da monitora espírita Fátima Lins, cognominada de Fafá, a título de cortesia, emprestou a minha querida filha Vanissa Veiga o livro:  Deixe-me Partir (leia-se Petit Editora) da escritora paulistana Tânia Fernandes de Carvalho.

            Composto de 219 páginas recheadas de ensinamentos doutrinários bem como de pensamentos de filósofos, homens públicos, e, sobretudo, espíritos iluminados que povoam a Colônia do Lar. Li-o de forma atenta e acurada, observei que autora com sua maestria que lhe é peculiar, dissertou sobre as temáticas, a saber: Partidas e chegadas, O porquê do livro, A maior preocupação: meu ente querido está bem? O que é o luto, Não queiram morrer para encontrar-me, O que podemos fazer pelos que partiram, Seja feita a sua vontade, e outros temos relacionados àqueles que partiram do mundo terráqueo com destino ao além, que fogem à compreensão dos leigos feito a minha pessoa.

          A propósito, perdi meu querido filho caçula jornalista Francis Lawrence Morais da Veiga (19.05.20), bem como minha dedicada-amorosa-esposa -advogada Aurilene Morais da Veiga (01.02.21). A dor da separação é incomensurável. Como católico, rezo pelas suas boas almas. Peço a Nossa Senhora das Graças que lhes concedam o perdão, e, ao mesmo tempo, dê  guarida na Sua Mansão Celestial.

          Parodiando Santa Monica, mãe de Santo Agostinho, orou 32 anos visando a conversão de seu herdeiro. Que deixou uma prece imorredora. “Se você me ama, não chore. Se você conhece o mistério insondável do céu onde me encontro. Se você realmente me ama, não chore mais por mim. Estou com Deus. Eu estou em paz”.00

          Por outro lado, Paulo Neruda sentencia: “ Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida”. Mesmo que o pretérito seja o presente na minha vida, continuo acreditando no outro lado da vida. Na imensidão do cosmo e até mesmo no Dia do Juízo Final.

          Chico Xavier deixou legado espírita inominado. Soube consolar as mães. E, por isso, prestou relevantes serviços à humanidade. Dizia que nada acontece aleatoriamente. A morte desprende o espírito do corpo. E, consequentemente, a vida continua noutra dimensão…

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