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[PALMEIRA] Sinais de fumaça branca: parte de vereadores abranda discurso e paz com prefeito poderá ser selada

Por Redação

Sessão da Câmara de vereadores desta quarta, 10

O tom dos discursos dos vereadores visto na semana anterior contra o prefeito de Palmeira dos Índios Júlio Cezar (MDB) foi abrandado na sessão ordinária desta quarta-feira (10) transmitida pelas redes sociais e reproduzida de forma gratuita nesta Tribuna do Sertão.

A rádio Sampaio que transmitiu na semana passada na íntegra a sessão legislativa, desta feita não realizou a transmissão.

Sessão morna

Boa parte do tempo, alguns vereadores lamentaram a relação de rompimento entre eles e o prefeito Júlio Cezar, querendo atribuir ao alcaide a atitude de ingratidão que este – dizem, faz questão – nos bastidores – de responsabilizar os edis.

O presidente da Câmara Ronaldo Raimundo Filho (PSL) destacou que o secretário de Saúde convocado para dar detalhes das ações da pasta no município e prestar contas de recursos chegados não compareceu à sessão e que iria pedir auxílio ao jurídico da Casa para tomar as devidas providências, inclusive a responsabilidade penal do titular da secretaria.

Com exceção dos vereadores Pedrinho Gaia (PSB) que revelou o atraso de dois meses do repasse financeiro ao Hospital Santa Rita (pauta de outra matéria) e do vereador Geraldo Ribeiro (PTB) que abriu a caixa preta dos recursos da Saúde recebidos na pandemia e indagou onde estão aplicados tais recursos (reportagem a ser publicada posteriormente), o que se viu foi uma sessão morna, sem nenhum destaque maior.

Como líder do governo e na defesa do Executivo, o vereador Salomão Torres (PSD)  pregou o entendimento, dizendo que está conversando muito com o prefeito no sentindo de dialogar com os vereadores. Torres enalteceu também as ações do governador Renan Filho (MDB) que na última quarta-feira prometeu várias obras para o município e tentou vinculá-las à gestão municipal.

O vereador pessedista disse ainda que o prefeito quer o entendimento: “Salomão, estou aberto ao diálogo com qualquer vereador, qualquer um”, disse da tribuna da Casa, num recado claro do prefeito, que pelo visto não aguentou a pressão dos edis.

Cristiano Ramos (PDT) fez o contraponto ao discurso do líder do governo Salomão Torres e disse que a função institucional do vereador é cobrar e a do Executivo é de atender. Disse também que não é necessário a presença física entre vereador e prefeito para que os reclames dos vereadores solicitados pelo povo sejam atendidos.

Próximos capítulos

Os sinais de fumaça branca estão visíveis e a paz política – como era esperado pelos experts – deve ser selada e a confirmação se dará com futuras nomeações que o leitor poderá acompanhar lendo o diário oficial do município.

Informações dão conta que o prefeito teria telefonado na noite passada para alguns vereadores desejando firmar a “paz” e blindar os secretários convocados para dar explicações.

Resta saber, se foram 11 telefonemas, já que possui em sua base quatro edis – ou apenas alguns do G-11 foram escolhidos.

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