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O belo da CIA Nêga Fulô no Teatro Deodoro: 110 anos

Por Hannah Copertino

“O belo é visto em tudo, só depende de quem olha”. Essa é uma das reflexões provocadas na peça “Caboré – A ópera da moça feia”, da CIA Nêga Fulô. O grupo estreia o quinto vídeo do projeto Teatro Deodoro: 110 anos, nesta terça-feira (01/12), disponível pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=SJ3uexVTD6U .

Na produção da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal), além de encenar trechos de Caboré, a CIA fala um pouco de sua trajetória e da relação com o palco centenário. Participam da gravação os atores Diva Gonçalves, Regis de Souza, Marilane Miranda e Daniel Barbosa.

A CIA Nêga Fulô foi fundada em 2002 com um espetáculo de rua e, logo depois, veio Caboré. Com direção de Glauber Teixeira, Caboré – a ópera da moça feia estreou no Teatro Deodoro, em 2003.

“A gente pôde brincar de cantar, de interpretar, com a comédia e com a tragédia. Me lembro como hoje da estreia, foi muito emocionante. O espetáculo sobrevive, o figurino, o elenco é original. Neste espaço, que tem 110 anos, a CIA fez muitas vezes (Caboré), trouxe muita gente, pessoas que nunca tinham vindo ao teatro, universitários, família, amigos, artistas”, conta Regis de Souza, no vídeo.

Ele fala também sobre o Deodoro: “este espaço é sagrado. Todo ator quer pisar aqui. Eu tive a felicidade de, em 1995, pisar aqui com um espetáculo infantil. Caboré foi muito feliz (no Deodoro) e reencontrar os nossos colegas de palco, alguns tinha visto em abril, março, ali quando começa a pandemia. Encenar não mais, apesar de termos feito duas leituras dramatizadas remotas, de outros dois espetáculos, mas Caboré não. Quando recebi o convite, veio Caboré pela história que tem nesse palco e que ele (o Deodoro) possa ter mais 110 anos. Que os governantes e nós artistas possamos cuidar deste espaço para que outras gerações venham utilizar, beber e sentir essa magia”, acrescenta.

Caboré possui dois atos, um musical cômico nordestino, cantado ao vivo, que conta a história de uma família de feios: um pai feio e gago, uma mãe feia e de voz fanha, uma filha feia e desesperada para casar. A peça aborda a tristeza da feiura, a padronização e o questionamento sobre valores como o feio e o bonito. Na obra de Tarcísio Pereira, um dos mais importantes dramaturgos paraibanos da atualidade, a literatura de cordel transforma-se em uma tragicomédia em prosa.

“A emoção de fazer o Caboré, desde aquele momento (da estreia), é grandiosa. Passamos por várias fases, perdemos o diretor da peça, o diretor de arte. Várias pessoas que passaram pelo espetáculo, são 17 anos, foram e a gente continuou com a peça. Fazer Caboré é maravilhoso, a gente se diverte, deixa mensagens. Cada apresentação é única. Estar no Teatro Deodoro: 110 anos, com esse espetáculo, é o ápice dessa grandiosidade, que é Caboré para a CIA Nêga Fulô”, afirma Diva Gonçalves, no vídeo.

O projeto Teatro Deodoro: 110 anos conta com nove vídeos de artistas e grupos alagoanos, entre teatro, dança e música, que falam de sua trajetória e ligação com o palco centenário. As estreias ocorrem todas terças e quintas-feiras, às 8h, no canal do Teatro Deodoro no Youtube, de 17/11 a 15/12.

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