;

NOTÍCIAS

In:

Prefeito de Palmeira quer aliança com grupo Garrote. No pacote, a vice e duas secretarias

Por Redação

Política é o momento presente pensando no amanhã. E dessa forma está sendo costurada as alianças em Palmeira dos Índios. Adversários de ontem, estão se transformando em aliados de hoje, tudo para o voto e pelo voto, mas sem combinar com o povo.

No município palmeirense o exemplo está nas maiores lideranças das últimas eleições e que até bem pouco tempo rivalizavam entre si. A deputada Ângela Garrote (PP) era adversária pública do prefeito Júlio Cezar (PSB). Sentia-se traída e por conta disso dirigia em discursos calorosos, impropérios para um gestor que tem fama de não cumprir os compromissos políticos e que coleciona uma lista de inimizades, a exemplo do deputado-federal arapiraquense Severino Pessoa (PRB).

Por sua vez, o prefeito de Palmeira dos Índios Julio Cézar – se fazendo de vítima – também retribuía em discursos contra a deputada e em notas plantadas na imprensa declarações duras. Mudou até o slogan de seu governo, mandando confeccionar adesivos e pintar paredes com a frase “eu sou daqui” distribuindo na cidade a ideia – através de agregados que deveria rechaçar a pré-candidatura da deputada à prefeitura, que é natural de Feira Grande e fez a vida política em Estrela de Alagoas, por ser “forasteira”.

A rivalidade se acirrou – desde o final da eleição de 2018 – quando o prefeito palmeirense enxergou na parlamentar uma potencial adversária no pleito. E o clima foi aumentando com disputas até em promoção de festas populares como o carnaval e São João.

Após um período intenso de disputas, os antagonistas silenciaram até aparecerem juntos num evento de inauguração de leitos para o combate a covid-19 no Hospital Santa Rita.

Quem estava presente percebeu um clima amistoso entre prefeito e deputada, em que pese a deputada sustentar sua pré-candidatura, mas que estava priorizando no momento a ajuda na luta contra o coronavírus.

Percebendo que o momento era propício, um aliado do prefeito informou à Tribuna do Sertão, que Julio Cezar procurou o colega Arlindo Garrote e se ofereceu para formar uma composição com os líderes vizinhos.

E após essa informação, meia dúzia de políticos palmeirenses confirmaram a conversa.

Na proposta de acordo teria sido oferecido a vice-prefeitura, duas secretarias (saúde e assistência social) e o apoio incondicional e exclusivo em 2022 para Ângela Garrote disputar o mandato de deputada-federal e o filho Arlindo uma cadeira na Assembleia Legislativa, já que Arthur Lira, o principal aliado da família Garrote disputará um mandato majoritário. Em contrapartida Ângela Garrote retiraria agora a pré-candidatura a prefeita de Palmeira dos Índios.

Os comentários de aliados de ambas as partes à Tribuna do Sertão é de que o acordo teria sido selado, com prego batido e ponta virada, o que não foi confirmado, embora tenham ficado silentes os protagonistas.

Com isso Ângela fecha a tríplice fronteira indicando o outro filho, Toninho Garrote como vice em Palmeira, apoiando Val Gaia que dá seu último suspiro político em Igaci e o irmão Aldo Lira – favorito – segundo recente pesquisa Falpe em Estrela de Alagoas, garantindo assim o comando de 100 mil votos na região.

Se firmado o acordo e efetivada a aliança é necessário esperar a reação popular ao fato. Na política palmeirense, em que pese o povo ser acusado de ter memória curta, os exemplos passados de certas alianças eleitorais foram consideradas “tiros pela culatra”, em razão do eleitor não aceitar certas conveniências.

Na plateia, aguardando o desenrolar dos acontecimentos, estão Mosabelle Ribeiro e Sônia Beltrão, a enfermeira e a juíza, respectivamente que também desejam comandar o Palacete da Águia, na Praça da independência.

Compartilhe:

Comente no Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *