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Hospital Metropolitano começa a funcionar neste sábado para atender casos de Covid-19

Por Assessoria

Hospital conta com 130 leitos clínicos e 30 de UTI (Marcio Ferreira)

O governador Renan Filho e o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, inauguraram na manhã desta sexta-feira (15) o Hospital Metropolitano, localizado no Tabuleiro dos Martins. A abertura antecipada da unidade pelo Governo do Estado ocorre em função da pandemia do novo coronavírus.

“Estamos fazendo uma entrega simbólica do hospital, para que, já amanhã, a unidade comece atendendo às pessoas, com 800 profissionais de saúde dedicados para tratar pacientes com Covid-19”, explicou Renan Filho. “A gente só consegue essas entregas de maneira colaborativa com todos os poderes. Quero parabenizar a todos os servidores públicos que trabalharam nesta entrega”, complementou o governador.

O equipamento disponibiliza 160 leitos exclusivos para tratamento da doença, sendo 30 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 130 de enfermaria. Além da estrutura com respiradores, monitores multiparâmetro e bombas de infusão, entre outros equipamentos, o Hospital Metropolitano permitirá a realização de exames de tomografia computadorizada – procedimento imprescindível para investigação de doenças respiratórias.

O maior investimento em saúde pública da história de Alagoas – com valor em torno de R$ 80 milhões em recursos próprios – possui em sua estrutura seis pavimentos e 15 alas e terá capacidade para realizar 10.300 atendimentos por mensais quando estiver operando por completo.

“Temos passados dias difíceis em Alagoas, ouvindo a ciência, dialogando com médicos e infectologistas com um único objetivo: salvar vidas. Hoje, com a chegada do hospital ganhamos mais força para esse enfrentamento”, considerou o titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Alexandre Ayres.

O governador Renan Filho lembra que, apesar de unidade representar a expansão do número de leitos, o verdadeiro controle da pandemia acontece com o isolamento social. “Infelizmente, nesse período mais recente, tem morrido quase o dobro das pessoas do que antes. Fique em casa para a curva na acelerar e não colapsar a rede de saúde. Por favor, fiquem em casa”, apela o gestor.

Ciência, cemitérios e fake news

A ocasião contou com a presença do prefeito de Maceió, Rui Palmeira, o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Airan, o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor, e o procurador-chefe do Ministério Público do Estado (MPE/AL), Márcio Roberto.

Rui Palmeira enalteceu a parceria no enfretamento à pandemia realizado entre a Prefeitura de Maceió e Governo de Alagoas, apontou que a “epidemia de fake news” é tão grande quanto o combate ao coronavírus e alertou para o aumento no número de enterros ocorridos nos cemitérios da capital.

“É um dado absolutamente chocante, somente ontem nos cemitérios foram 13 enterros de pessoas com Covid ou suspeita. A média era de dez enterros por dia no geral”, informou Rui Palmeira. “Se a população não ficar em casa, vai faltar leito e muita gente vai morrer. É um apelo que todos os unidos fazemos aqui”, assinalou.

O presidente do TJ falou em “momento de ambiguidade”. “Estamos lidando com o vírus que a ciência pouco conhece, isso produz angústia e desespero, mas tem outro lado da moeda. A gente percebe um nível de mobilização favor da luta contra o corona que a gente até desconhecia que existisse”.

Por fim, o governador Renan Filho destacou a atuação da imprensa durante a pandemia e trabalho de combate a fake news. “Vivemos uma infodemia, mas nossas decisões seguirão respeitando a ciência, respeitando a medicina e priorizando salvar vidas”, certificou.

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