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Paixão de Cristo: o maior drama da história da humanidade

Por Assessoria

Já no final da quaresma um grito de júbilo: Jesus recebido festivamente em Jerusalém. É o Domingo de Ramos.

A celebração da Semana Santa é a ocasião mais importante do calendário litúrgico cristão. Durante todas as épocas a Igreja procurou realizá-la com o máximo de expressão.

Inicia-se a Semana Maior, a Semana Santa como os fiéis a denominaram. Se nos remontamos aos primórdios do cristianismo é dela que se origina todo o Ano Litúrgico. É, historicamente, o núcleo inicial e, liturgicamente, o cimo desta mesma peregrinação, dado que a Páscoa é o dia mais importante do ano para os cristãos.

Esta é uma semana na qual os atos litúrgicos recebem o seu mais alto esplendor, sua teologia mais profunda e o mais alto dramatismo. O Domingo de Ramos é o pórtico solene, monumental dos mistérios da Ressurreição do Senhor.

A entrada de Jesus na capital de seu país é repleta de luzes e sombras, pois se mesclam as aclamações com os clamores da Paixão que se avizinha. Hoje, mais do que nunca, os fiéis estão convencidos que não podem professar apenas os louvores de um fato glorioso, mas que se transformaria depois no mais repelente crime de todos os tempos, quando o Justo dos justos será condenado à morte.

Seguir a Cristo por entre os hosanas deste domingo é muito fácil. Acompanhá-lo ao Calvário é sumamente difícil, tanto que até os Apóstolos desertaram com exceção de João Evangelista.

Só os guerreiros da luta espiritual, os verdadeiros epígonos do Redentor tomam a sua cruz e seguem o Mestre divino. Cumpre a todo batizado ser testemunha da verdade evangélica. Este, sim, é capaz de cantar louvores ao Filho de Davi, o bendito que vem em nome de Deus, Rei de Israel.

Este é capaz de ver nas aclamações a Jesus o anúncio da vitória da luz sobre as trevas, a promessa inefável da efusão dos dons do Espírito Santo. Então os ramos são sinal da dignidade do autêntico cavalheiro Cristo.

Não se trata de uma mera recordação, mas de um ato vital.

Este é o verdadeiro seguidor do Salvador que não transformará clamores de vitória em gritos de morte. Este será um defensor da fé e não um traidor de Jesus, como foram aqueles que o saudaram e, logo em seguida, pediram sua condenação.

O apelo da Igreja é este: “Acorda, cristão, sois soldado de Cristo, estás unido a Ele e deves caminhar com Ele rumo à Paixão e Ressurreição”. De fato, Jesus entra em Jerusalém, mas para se sacrificar para toda a humanidade. Três dias a prepararem em seguida os fiéis para o Tríduo Sagrado, quando na quinta-feira se comemora a Instituição da Eucaristia e se revive a cena admirável de Jesus lavando os pés dos Apóstolos e legando à humanidade seu mandamento supremo: o “Amai-vos uns aos outros”, o qual muitos escutam erroneamente: “Armai-vos uns aos outros”. Daí tantas guerras, tanto sangue derramado até entre os cristãos no âmbito internacional e dentro dos próprios lares!

Na sexta-feira é bom subir a colina do Calvário, escutar as sete palavras, estar unido à Virgem Dolorosa, adorar Jesus em sua Cruz e acompanhá-lo até sua sepultura. Vem então a mais solene Vigília, quando se aguarda com ânsia e esperanças o Alleluia pascal!.
Sábado Santo é o dia do grande silêncio, o dia do repouso do Senhor, da Soledade de Maria. Logo, porém, a Igreja anunciará: “A morte foi vencida, as portas do Paraíso estão abertas”!

Madalena virá nos falar da eloquência de um sepulcro vazio e os corações se corrompem num brado de fé: “Cristo ressuscitou, verdadeiramente, dos mortos”! Num duelo admirável a morte lutou contra a vida e o Autor da vida se levanta triunfador da morte.

Terminou o combate da luz com as trevas, combate histórico de Jesus com os fariseus e combate místico de Cristo contra Satanás na lama cristal.

Após as trevas brilhará o sol da Ressurreição! Nada, pois, mais necessário do que viver em intensidade estes dias sagrados e abrir os corações às inspirações divinas. Então a Páscoa será abençoada e sinal de novas conquistas espirituais .

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