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Janela impõe pula-pula partidário de vereadores; Veja a lista extraoficial dos pré-candidatos à Câmara

Por Redação

Em Palmeira dos Índios a crise do coronavírus é a temática preponderante nas redes sociais.

Confinada, em quarentena quase absoluta – a população fica de olho na televisão e no celular para obter as informações necessárias para o combate ao Covid-19.

Contudo, paralelamente a isso, os políticos estão agitados diante das últimas notícias partidárias e em consequência, da mobilização dos pré-candidatos a vereador que buscam a melhor legenda para disputar a eleição.

Vaga na Câmara de Palmeira dos Índios é alvo de extrema cobiça

O prazo máximo – até sábado (4) – não foi alterado pelo TSE e aquele que porventura tenha desejo de disputar a provável eleição de outubro (ainda há possibilidade de adiamento por conta do covid-19) terá que obedecer a resolução do Tribunal Superior Eleitoral e se filiar a um partido político.

Coeficiente

A filiação partidária não é também o primeiro obstáculo a ser superado para uma candidatura a vereador vitoriosa. A sigla precisa agregar nomes que somem votos à legenda no dia da eleição.

No município palmeirense, especialistas apontam para que cada partido possa eleger o primeiro candidato a vereador terá que obter 2500 votos, no mínimo. Esse é o número mágico que cada legenda deverá buscar.

Além disso, o candidato precisa ter 10% ou mais do coeficiente eleitoral, ou seja, no mínimo 250 votos, caso contrário não será eleito.

À flor da pele

Os atuais vereadores estão com os nervos à flor da pele, porque sabem que terão que se juntar num chapão e fatalmente quatro nomes ou mais da atual legislatura sobrarão no pleito de quatro de outubro.

Mesmo com grande estrutura política eles não devem fazer parte desses partidos com candidatos de menor potencial logístico e poucos recursos financeiros. Eles são rechaçados pelos pequenos que cansaram de ser “mula de carga” para aqueles que detém esquemas eleitorais.

Arrumações

Na cidade palmeirense até este quinta-feira (02) dos 33 partidos existentes no país, existem 15 siglas aptas para disputar a eleição. São elas MDB (15), Patriota (51), PCdoB (65), PMN (33), PODE (19), PP (11), PROS (90), PSB (40), PSD (55), PSL (17), PT (13), PTB (14), PTC (36), PV (43) e Republicanos (10).

Destes, pelo menos oito agremiações estão buscando pré-candidatos a vereador.  E o troca-troca de legendas e as propostas entre eles são intensas.

O grupo do Secretário Municipal de Esportes Flávio Targino é o mais visado, pois uniu 42 nomes, que supostamente tem menor potencial de votos, mas que somados – sozinhos pode eleger no mínimo um candidato. Flávio era presidente do PSL, mas teve que sair com a mudança de comando partidário nacional. Sondou o Cidadania, do vice-prefeito Márcio Henrique, mas deve voltar para o PRTB de onde disputou a eleição em 2016. Neste partido, o vereador Abraão do BMG – eleito com pouco mais de 600 votos na eleição passada é o mais forte. Por lá tem nomes como Marcos André Dentista, ex-vereador.

Por reunir esses 42 nomes, o grupo de Flávio passou a ser perseguido pelos “homens da mala preta” que precisam desses pré-candidatos em suas legendas para fazer a chamada “rabeta”, o complemento de votos para alcançar o coeficiente eleitoral.

Mesmo sofrendo pressão do prefeito Júlio Cezar (PSB), que pretende ajudar os “maiorais” da atual Câmara, os pré-candidatos do grupo de Flávio Targino permanecem irredutíveis e estão “confinados” sem “sair de casa”.

O partido do Secretário de Estado de Agricultura João Lessa, o PSD – ligado ao deputado Marx Beltrão já conta em suas hostes com nomes fortes e deverá fazer um dos maiores chapões desta eleição: Madson Monteiro, Joelma Toledo, Salomão Torres, Sérgio Passarinho e Dr. César, entre outros deverão disputar três vagas – segundo prognósticos de especialistas.

O PP da deputada Ângela Garrote, liderado pelo seu filho Toninho Garrote é outro partido que deverá vir com força máxima e já traz uma dissidência com o PSD de João Lessa. Ingrid Lessa, irmã do secretário de Agricultura do Estado é candidata pelo PP. Além dela e de Toninho Garrote, Pedro do Bode, José Daciel, Geraldo Alencar, Edinho do Leite encabeçam a lista dos progressistas que deverão fazer três vereadores, no mínimo.

O PSB do atual prefeito destaca na lista Agenor Leôncio, Maxwuel Feitosa, Pedrinho Gaia, Dindor, Fabiano Gomes, Val Basílio e Flavio Emílio. De acordo com os experts da política local é o partido que mais precisa de complemento de votos, a chamada “rabeta” para tentar eleger o máximo dos atuais vereadores, podendo fazer três eleitos.

O PT do médico Pedro Paulo apresenta destaques como Sheila Duarte, Jó ‘mototáxi’, Reliete Ramos, Carlão do Hospital, Eronildo Cavalcante, Janaina Wanderley, Antônio Enfermeiro, Fernando Pinto, a quilombola Maria Cristiane e mais uma dezena de pré-candidatos. Segundo o presidente Pedro Paulo, o PT tem condições de eleger no mínimo um candidato, estando tranquilo quanto à eleição proporcional.

A grande surpresa da eleição, o Patriotas com a pré-candidatura a prefeita da juíza aposentada Sônia Beltrão apresentará para a Câmara Carlos da Saúde, Jairo Cerqueira, Professor Cícero, Andrea Melo, Professora Lourdinha, Lívia Jordana e Valcira. A lista ainda não está fechada e até sábado outros nomes irão compor na frente do Patriotas e segundo analistas eles buscam uma vaga, podendo chegar a mais em virtude da poderosa candidatura majoritária.

O MDB também apresentará mais de uma dezena de candidatos à Câmara. Helenildo Neto é o carro chefe do partido do governador em Palmeira dos Índios que deverá lançar também uma candidata na majoritária Mosabelle Ribeiro, esposa do ex-prefeito James Ribeiro e mãe de Helenildo Neto. O MDB deve galgar duas vagas na Câmara.

O PMN do deputado Francisco Tenório, liderado pelo advogado Ricardo Vitório e pelo jovem Éder Targino tem nomes como de Geraldinho Ribeiro, Roberto Cândido, Kel Targino, Capitão (genro do ex-vereador Gilberto Vitório) como pré-candidatos, disputando uma vaga. O partido tem ao todo 23 nomes para a disputa.

O PSL é liderado hoje pelo vereador Ronaldo Raimundo Filho, neto de Gervásio Raimundo que deverá se unir a Cristiano Ramos e Val Enfermeiro e Profeta para disputar uma vaga.

Pelo PROS, o vereador Junior Miranda que rompeu recentemente com o prefeito Julio Cezar e voltou atrás fazendo as pazes, conta com mais 6 nomes pretendendo disputar uma vaga, entre eles o ex-vereador Arnaldo do Detran.

Ainda sem destino estão Ana Adelaide França e Fábio Targino. Ambos os vereadores tem opções partidárias e deixarão para decidir no último instante.

Os outros seis partidos não quiseram fornecer a lista por estratégia eleitoral.

Mandato ou emprego?

O sonho do mandato legislativo não chega a ser um ato de civismo ou de cidadania, para querer servir ao povo através da prática de legislar e fiscalizar o Poder Executivo, ações principais do vereador.

Alguns estão de olho gordo no subsídio mensal que cada um recebe mais as regalias com assessorias, verbas de gabinete, combustível e alguns até com cargos para parentes no Município em troca de apoio para o prefeito de plantão.

Mas imagine tudo isso tendo apenas de trabalhar 2 horas por semana (ou seja, oito horas por mês).

É um belo emprego, ou não?

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