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Sesau promove II Seminário Estadual sobre Prevenção ao Suicídio

Por Assessoria

Monique Cardoso ressalta que problemática do suicídio deve ser discutida de forma intersetorial (Foto: Carla Cleto 2)

Em alusão ao Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio – fenômeno complexo, violento, invisível e pouco conhecido –, que merece um debate maior na sociedade, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promove, nesta quinta-feira (19) e sexta-feira (20), o II Seminário Estadual sobre a Prevenção ao Suicídio. O evento vai acontecer às 8h, no auditório da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), localizado no bairro Trapiche da Barra, em Maceió.

Durante o evento, voltado para os representantes dos 62 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Estado e para o público em geral, haverá diversas palestras sobre a temática, entre elas a Prevenção e Valorização da Vida, pela médica Delza Gitaí; A Epidemiologia como Estratégia de Prevenção, pela gerente de Vigilância das Doenças não Transmissíveis da Sesau, Rita Murta; A Contribuição da Pesquisa na Prevenção ao Suicídio, pela professora doutora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Verônica Alves e O Mal-Estar da Sociedade Moderna: O Suicídio Segundo Durkheim, pelo professor doutor Marcelo Karloni. Ainda durante a ação, o musicista, cantor e compositor pernambucano Docho Manta, trará práticas de meditação e banho de música para o público.

Por meio de estratégias de prevenção e promoção à vida, haverá mesas-redondas, que abordarão diversos assuntos, como, por exemplo, A Atuação do Ministério Público Estadual pela Prevenção ao Suicídio, pela promotora de Justiça do Núcleo de Defesa da Saúde Pública, Micheline Silveira, O Idoso e a Promoção à Vida, pela coordenadora do Programa de Saúde da Pessoa Idosa da Sesau, Elizabete Toledo, Prevenção ao Suicídio na Infância e Adolescência, pela psicóloga Clínica Cognitivo Comportamental, Mirna Gabrielle Chaves, e, por último, A Prevenção no Suicídio e Posvenção, pela assistente social da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Márcia de Moraes Arruda.

Suicídio em Alagoas – Segundo a supervisora de Atenção Psicossocial da Sesau, Monique Cardoso, os métodos mais comuns de suicídio em Alagoas são o enforcamento, que está no top do ranking, a intoxicação exógena (envenenamento por pesticidas) em segundo lugar, as armas de fogo em terceiro e, em quarto, a queda de altura. “Todas as secretarias de Alagoas precisam se envolver na temática do suicídio. Porque antes de a pessoa cometê-lo, existe uma automutilação prévia que, muitas vezes, é a escola que percebe. Se o ambiente escolar não detectar isso, daqui que venha chegar à saúde, aquele adolescente já pensou e planejou tudo para cometer o suicídio”, disse.

De acordo com Monique Cardoso, nem sempre os primeiros sinais começam com o desejo de se automutilar. “Na verdade, iniciam as ideações suicidas. Começam aquelas ideais de plano para querer se suicidar, depois a se pensar em como fazer. Porque nem todo mundo que tem ideação suicida, pensa em como fazê-lo. No geral, a pessoa quer acabar com a dor. É preciso prestar atenção e trabalhar em conjunto”, explicou a supervisora de Atenção Psicossocial da Sesau.

Ela destacou que, muitas vezes, a tentativa de suicídio é uma resposta ao abuso sexual que a criança ou o adolescente sofreu e, por vezes, a família não sabe. “É necessário tirar aquela criança daquele meio, porque não adianta tentar evitar só o suicídio, se o que está causando aquela dor foi uma violência sexual que não está sendo vista no ambiente familiar”, orientou.

Para Monique Cardoso, o objetivo maior dos profissionais que atuam na saúde mental da população é quebrar tabus. “As pessoas precisam refletir que a depressão não é uma ‘frescura’. Ela não é a única vertente para o suicídio, mas uma das principais. E temos sempre chamado atenção nesse sentido, de que não é uma bobagem e sim, de que aquele indivíduo está pedindo ajuda, muitas vezes de uma forma que as pessoas não estão entendendo. Falar sobre o suicídio de forma responsável, sob hipótese nenhuma, vai estimular a pessoa a cometer a ação, de fato. Pelo contrário. Estudos comprovam que a pessoa tende a aceitar ajuda”, concluiu.

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