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Força-tarefa contra Aedes aegypti chega a 50% dos municípios alagoanos

Por Redação Com Agência Alagoas
Meta é diminuir para menos de 1% os casos de infestação do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus em todos o Estado. (Foto: Carla Cleto)

Meta é diminuir para menos de 1% os casos de infestação do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus em todos o Estado. (Foto: Carla Cleto)

A meta é diminuir para menos de 1% os casos de infestação do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus em todos os municípios alagoanos.

Essa intenção consta no Plano de Ação de Combate ao Aedes Aegypti, cujas atividades foram iniciadas no dia 5 de janeiro. Até sexta-feira (15), foram nove dias de trabalho, 60 cidades percorridas, além de Maceió, onde foram assistidos 22 bairros.

A medida se deve ao número de casos registrados das doenças provocadas pelo Aedes aegypti e as complicações que essas epidemias causam à população, a exemplo dos casos de microcefalia e de síndrome de guillan-barré.

Daí a importância de intensificar as ações de controle vetorial, que visam inspecionar todos os domicílios e instalações públicas e privadas até o dia 31 de janeiro de 2016.

A força-tarefa conta com a participação de agentes de combate a endemias, agentes comunitários de saúde, forças armadas, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e policiais militares.

No entanto, conforme a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, “é importante que, além da força-tarefa que está nas ruas, visando combater o Aedes aegypti, a população também faça a sua parte, eliminando possíveis criadouros e abrindo as portas para os agentes”.

De acordo com a gerente estadual de Vigilância Epidemiológica, Cleide Moreira, a manutenção dos cuidados para evitar a proliferação do mosquito continua sendo a estratégia mais efetiva.

“A eliminação de criadouros, a proteção dos depósitos de água, a coordenação, o monitoramento e o apoio ao trabalho dos agentes de endemias, a realização de mutirões de limpeza e a denúncia de imóveis abandonados e fechados que podem albergar grandes quantidades de criadouros são iniciativas locais que podem ajudar a reduzir e eliminar o vetor”, listou Moreira.

Mutirão – Em nove dias de trabalho, a iniciativa conjunta para intensificar as ações de controle vetorial já percorreu 60 municípios alagoanos, que têm como cidade sede a capital, Maceió, além de Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Penedo, Maragogi e União dos Palmares.

Já em Maceió, os 22 bairros assistidos até então são Jatiúca, Ponta Verde, Pajuçara, Jaraguá, Ponta da Terra, Jacintinho, Farol, Gruta de Lourdes, Ouro Preto, Canaã, Jardim Petrópolis, Santa Lúcia, Tabuleiro do Martins, Antares, Benedito Bentes, Jacarecica, Garça Torta, Guaxuma, Riacho Doce, Pescaria, Ipioca e Serraria.

Nesta segunda-feira (18), as ações recomeçam, passando pelos municípios de Branquinha, Jacaré dos Homens, Coité do Nóia, Pindoba, Olho d’Água Grande e Matriz do Camaragibe. Em Maceió, os bairros a serem visitados são Feitosa, Serraria, Barro Duro e São Jorge.

Epidemiologia – Dados de 12 de janeiro de 2016 mostram que, de acordo com parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde, 39 municípios alagoanos estão em risco de surto pelo fato de registrarem um Índice de Infestação Predial (IIP) acima de 3%, e 33 municípios em alerta com IIP entre 1% e 3%. Ou seja, mais da metade dos municípios de Alagoas está em risco de surto ou em situação de alerta.

De janeiro de 2015 até 12 de janeiro de 2016, foram notificados 30.735 casos suspeitos de dengue, dos quais 16.835 foram confirmados. A circulação de febre chikungunya foi comprovada desde outubro do ano passado.

Atualmente, são 123 casos confirmados dos residentes em 11 municípios. Até o dia 12 de janeiro de 2016, foi isolado o zika vírus em amostras de 34 pacientes, que foram também confirmadas.

Já as notificações recebidas pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) dão conta do registro de 154 casos suspeitos de microcefalia, sendo destes 152 casos em recém-nascidos e 2 casos intrauterinos, oriundos de 55 municípios.

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