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Redes do ódio

Existem nos dias atuais duas questões fundamentais que podem ajudar a reflexão sobre os rumos do País: a nação e a democracia. Sem elas é impossível qualquer raciocínio lúcido sobre a realidade brasileira que traga luzes ao cenário complexo, obscuro e dramático que vive a nação.

Simon Bolívar, o Libertador, em memorável texto do escritor Gabriel Garcia Márquez, prêmio Nobel de literatura, depois de lutar e conquistar a independência dos povos sul-americanos de colonização espanhola terminou batendo em retirada rumo ao exílio, em delírio pela febre alta da tuberculose, sem ter uma pátria pela qual lutar e morrer.

Salvo os pseudos internacionalistas de opereta, incentivados pela grande mídia-empresa global, associada ao capital financeiro, às ONGs de George Soros e megaespeculadores do rentismo, ninguém acredita em democracia sem a defesa da sua Pátria, História e cultura. Não há democracia no éter, ou nas redes sociais, sem a concretude da sua própria terra.

Mas a força do dinheiro, junto à grande mídia, pode muito inclusive construir personas voláteis que interpretam, como no teatro, performances produzidas conforme o roteiro que interessa aos grupos que desejam a fragmentação do País, seja nos “ultristas” da direita ou na esquerda.

É o que diz Clarice Gurgel, professora de Ciência Política e Artes, ao constatar o surgimento no início do século XXI de uma “Nova Esquerda”, uma espécie de neotrotskismo sem Trotsky, conveniente às agendas sociais globais do capital financeiro, que se tornaram hegemônicas em setores ativistas mundiais e nativos.

Útil à Guerra Híbrida contra o Brasil na desconstrução do tecido social, da vida política democrática, apropriação do patrimônio, riquezas, conquistas sociais e, quiçá, do território brasileiro.

A polarização de ódios induzidos, via grande mídia, na agenda política, como falsas hegemonias sequestradas da realidade, o fanatismo ideológico, são a pauta diária no País, a despeito dos problemas reais e concretos que são caros às grandes maiorias sociais.

Os histriônicos discursos de candidatos da extrema direita, os “salvacionistas” aspirantes à presidência, as intolerâncias absurdas, as “bolhas” de ativistas, o isolamento no 1ode maio, salvo as exceções, não condizem com a luta democrática, a defesa da nação, sob graves ameaças.

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