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Palmeira sem festa

Não foi fácil sair a I Festa Literária de Palmeira dos Índios. Por não nutrir nenhuma convivência com o assunto o prefeito Júlio Cezar resistia à ideia talvez por não considerar importante para sua gestão repleta de “alegorias” multimídias. Foi pressionado por um grupo de intelectuais da terra entre os quais a secretária de Cultura, Isvânia Marques e o jornalista Vladimir Barros, indiquei o maior especialista em programas culturais de Alagoas, escritor Carlito Lima, para ser seu curador e a festa acabou saindo. A partir do anúncio da Festa Literária o prefeito, como sempre aproveitador, faturou a oportunidade e lançou a cidade como “Capital Alagoana da Cultura” e prometia uma efervescência no setor, buscando criar um polo de referência para impulsionar o turismo local. Mais uma vez por não conviver com a “ciência cultural” preferiu gastar muito dinheiro com cachês milionários e eventos bregas ou contratações de “padres cantores”, colidindo frontalmente com princípios plantados pelo prefeito famoso, Graciliano Ramos, que ele tentou pateticamente imitar sem sucesso.

Este ano não haverá a Festa Cultural e a cidade de Arapiraca aproveita o vácuo e faz a sua primeira, subindo ao pódio de Capital Alagoana da Cultura. Pobre Palmeira dos Índios das escolhas equivocadas.

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