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Nação e democracia

A greve dos caminhoneiros expôs a política econômica recessiva do governo Temer, a linha fundamentalista de Mercado imposta à Petrobrás por Pedro Parente, que se desdobrou aos preços dos combustíveis e daí ao bolso dos cidadãos.

Mostrou o que todos já sabem, um fiasco de governo nascido de um voluntarismo autoritário que prevaleceu durante o impedimento da então presidente Dilma Rousseff a qual, por sua vez, adotava uma política econômica errática, o amadorismo, o isolamento político.

Há um exclusivismo político desde a promulgação da Carta de 1988 traduzido como um lema: “Fora todo mundo, menos eu”. Isso leva o derrotado nas urnas à desforra, inconstitucional, a fim de apear do poder o eleito, maligno à vida democrática, usada por todos os espectros da vida política.

Surgiu um “messianismo salvacionista” das corporações do Estado. Uma caça às bruxas que partindo do justo combate a corrupção transformou-se numa cruzada sectária, com o apoio da grande mídia.

Evoca os anos de Terror da revolução francesa quando Danton condenado à guilhotina por Robespierre disse-lhe: “depois de mim serás o próximo”. E realmente foi.

Esse “messianismo salvacionista” transformou-se na única política de Estado emparedando o crescimento econômico, a via constitucional.

Mas agora surgiu um Brasil de quase 200 milhões de habitantes que assiste, na arquibancada, a uma interminável peleja ideologizada ao extremo entre setores médios que se digladiam a partir de uma agenda inflada pela grande mídia, jogando uns contra os outros, numa linha editorial insana cujos objetivos megalômanos de poder são ditados por seus comentaristas teleguiados.

Destacam-se também setores da “Nova Esquerda” guiada por uma agenda do “politicamente correto” importada de Países nórdicos e outros, como alternativa periférica aos graves problemas e desafios ao desenvolvimento nacional de emprego, saúde, segurança, educação, infraestrutura etc.

Emergem, em contraponto, figuras que içam bandeiras do falso moralismo, da intolerância. Como uma ópera bufa neofascista.

Sem dúvida os aproveitadores estão faturando com o sofrimento popular, ganham bilhões com a especulação rentista. Seja como for, a união em defesa da nação e da democracia vai prevalecer, apesar das aves de rapina que vendem o inferno como solução ao País.

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