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De olho na reeleição: prefeito terá mais R$ 10 milhões para gastar em 2020

Rumo à reeleição em 2020, o prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cezar, o “Imperador” (PSB), terá no próximo ano R$ 10 milhões para gastar com o que ele intitula de “mobilidade urbana e rural”.

Ontem, 13, a Câmara de Vereadores de Palmeira dos Índios aprovou – por unanimidade – o Projeto de Lei que autoriza ao Executivo a liberação do empréstimo na ordem de R$ 10 milhões – junto à Caixa Econômica Federal.

Em sessão extraordinária, ocorrida após a ordinária da quarta-feira, 13, os vereadores disseram sim ao PL tão sonhado pelo prefeito “Imperador”.

Na semana passada, a Câmara aprovou, em primeira (1ª) votação, o projeto de lei que – segundo o Executivo – servirá para ‘mobilidade urbana e rural no município’. O polêmico PL nº PM 013/2019 estava sendo questionado pelos vereadores e tramitava na casa desde outubro.

Porém, ontem  (13) o vereador e presidente da Câmara palmeirense, Agenor Leôncio (PSB), recebeu um telefonema durante a sessão ordinária, saiu às pressas até a sede da Prefeitura e voltou convocando – de imediato – a sessão extraordinária para aprovar o projeto.

Segundo informações obtidas pelo Blog Kléverson Levy, o prazo para aprovação dado pela Caixa estaria expirando e o município poderia perder o dinheiro, caso não fosse aprovado ainda na quarta-feira, 14.

Diante disso, à tarde, após a sessão ordinária, os vereadores aprovaram – silenciosamente – o incremento financeiro que dará ao prefeito “Imperador” a facilidade para uma reeleição tranquila.

A aprovação, todavia, endossa o desejo para que JC possa fazer sua pré-campanha eleitoral.

É um estimado ‘agrado’ financeiro de final de ano que o legislativo proporciona ao prefeito “Imperador” rumo à reeleição. De fato, será um presente de natal, em tempo hábil, para que JC possa fazer sua caminhada em busca do segundo mandato.

Afinal, chega a ser estranho demais, no final do terceiro ano de mandato, o prefeito querer mais dinheiro e, ainda por cima, ser descontados do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – de onde saíra o pagamento para o financiamento do tal empréstimo.

Quanto ao fato da ‘mobilidade urbana e rural’ no município, o impasse também será para saber qual edil vai dizer que é o “pai da obra”, através das indicações no legislativo, já que tem vereador se apoderando dos locais, onde serão aplicados os milhões, para chamar de “minha ou meu” em ano pré-eleitoral.

Será?

Em tempo!

“Não é lógico dar parte do FPM como garantia numa operação de crédito, se já há atraso em parcelamento previdenciário com o mesmo FPM. Se a Câmara autorizar o empréstimo, e este vier a ser contratado, o Legislativo passa a ser co-autor de uma crise que não foi ele quem criou. É armar uma bomba para estourar em seu próprio colo. Aumentar o endividamento não vai equilibrar as contas e retirar a cidade da crise. Ao contrário, pode agravar o quadro. É como aplicar um remédio errado num paciente enfermo. A droga não vai combater a doença. E pior: uma dose elevada pode até levar à morte”, disse Lucas Ribeiro, ex-secretário de Finanças de Palmeira na gestão James Ribeiro (PSDB), em postagem sobre o empréstimo de R$ 10 milhões que o “Imperador” terá em mãos.

Veremos!

#VidaQueSegue

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