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2018

As demandas centrais que os institutos de pesquisas devem encontrar para as eleições de outubro de 2018, ao ouvirem a esmagadora maioria da sociedade, vão ser: emprego e renda, saúde, educação, segurança pública. Esse é o Brasil real, com mais de 200 milhões de habitantes.

Os candidatos à presidência, Congresso, Assembleias estaduais e governadores dos Estados melhor habilitados às disputas eleitorais serão aqueles que responderem de maneira convincente a esses quesitos. Ou que no exercício dos governos regionais melhor administram esses problemas em seus mandatos.

É óbvio que um projeto de governabilidade é bem mais abrangente, corresponde a um conjunto de questões complexas em uma nação de porte continental, o 5o País do mundo em dimensão territorial, atrás da Rússia, China, Canadá, Estados Unidos.

Qual o caminho para a retomada do crescimento, a forma de impulsionar uma economia estagnada por uma política monetária recessiva cujo objetivo é a meta da inflação, a remuneração do capital financeiro, os juros estratosféricos do rentismo no governo Michel Temer?

Sem o crescimento econômico não há desenvolvimento e diz o ditado popular: “casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”. Sem a retomada do desenvolvimento não há geração de emprego, a renda cai, a economia patina no charco, não existem recursos para investimentos inadiáveis nas áreas de infraestrutura, saúde, educação etc.

Assim é em segurança pública onde a criminalidade passou de grave problema para tornar-se questão de soberania nacional, no confronto direto com milionárias organizações que controlam o narcotráfico através de nossas fronteiras sul-americanas.

Tanto como os novos vetores para se ter uma indústria competitiva em uma economia globalizada, infestada de protecionismos, conflitos comerciais e guerras.

Como reduzir as profundas desigualdades sociais. Qual o papel do Estado nacional em um projeto estratégico de desenvolvimento. Como recuperar o equilíbrio democrático entre as instituições da República?

O mesmo dá-se com as agendas identitárias, de costumes, gênero, comportamento, via grande mídia e redes sociais, ideologizadas, polarizadas em setores médios. O País vai continuar a exigir, objetivamente, respostas aos seus rumos fundamentais. Ou persistirá no limbo do imobilismo, da estagnação.

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