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Bolsa fecha em alta, mas não sustenta retorno a 109 mil pontos

O Ibovespa não conseguiu sustentar o nível de 109 mil pontos nos minutos finais da sessão, mas, ainda assim, o primeiro dia de negócios em dezembro foi positivo para os que acreditam no rali de fim de ano, que venha a concretizar projeções de que o Ibovespa pode encerrar 2019 dentro de nova faixa de máximas históricas, entre 115 mil e 120 mil pontos.

Contribuíram para a alta do índice a expectativa para o PIB, amanhã, e revisões positivas sobre as exportações brasileiras entre setembro e novembro, que mitigam temores quanto ao comportamento das contas externas. O giro financeiro foi de R$ 16,9 bilhões.

Assim, totalmente descolado do dia ruim no exterior, com perdas na casa de 2% em Frankfurt e Paris, e recuo em torno de 1% em Wall Street, o principal índice da B3 encerrou a sessão desta segunda-feira em alta de 0,64%, a 108.927,83 pontos, reaproximando-se da máxima histórica de fechamento, de 109.580,57 pontos, atingida em 7 de novembro. No ano, o Ibovespa acumula agora ganho de 23,94%. Na mínima de hoje, o índice à vista foi a 108.233,28 pontos e, na máxima, a 109.278,67 pontos.

Mesmo com as novas ameaças protecionistas do presidente dos EUA, Donald Trump, ao aço e alumínio produzidos por Brasil e Argentina, o setor de siderurgia esteve entre os vitoriosos da sessão, assim como a Vale (+2,72%).

“O mercado está antecipando uma leitura positiva sobre o PIB amanhã, considerando os indicadores antecedentes do BC. Ficamos descolados do dia ruim lá fora, e o Ibovespa pode testar novas máximas ainda esta semana, em direção aos 110 mil pontos”, diz Marco Antonio Tulli Siqueira, chefe da mesa de operações da Coinvalores. Ele chama atenção em particular para o bom desempenho das ações do setor de varejo, antes e depois da Black Friday. As ações de bancos também seguem em recuperação.

Embora o PIB fale mais do passado do que do futuro, uma forte leitura sobre o terceiro trimestre, conforme parte do mercado espera, pode reforçar a perspectiva de um ritmo de recuperação econômica mais sólido, com efeitos positivos para 2020.

Autor: Luís Eduardo Leal
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