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Amazônia Azul

Por Arnaldo Niskier

O mar sempre teve presença marcante no imaginário popular, e não apenas do nosso país. O seu uso consciente levou a Marinha do Brasil a batizar a expressão “Amazônia Azul” para pensar de modo mais adequado no nosso crescimento econômico e na preservação do ambiente marinho, com todos os seus desafios e a sua riqueza. Assim, criou um concurso de redação, com a parceria inteligente da Fundação Cesgranrio. Foi um prazer imenso participar do seu corpo de jurados, para premiar os trabalhos de estudantes dos ensinos elementar e superior, além do público em geral.

Num recente simpósio, o Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Jr., Comandante da Marinha, destacou com muita propriedade: “A Amazônia Azul é um patrimônio incalculável, onde a ciência, a tecnologia, o desenvolvimento, a preservação ambiental e a defesa são preponderantes e importantes.”

É a revelação dos cuidados que tem a nossa Marinha com essa força estratégica, que atua nas águas jurisdicionais brasileiras, de onde retiramos 85% do nosso petróleo, 75% do gás natural e 45% do pescado produzido no país.

Num cenário de escassez global de recursos, bem se pode imaginar o que representam os desafios da Economia Azul e o quanto ela pode ser prejudicada pela poluição dos seres humanos. O exemplo que nos ocorre, neste momento, é o do despejo absurdo de óleo em praias nordestinas, causando estragos imagináveis, além de riscos à saúde.

Mas a Marinha faz o que pode para proteger os 5,7 milhões de km2 da Amazônia Azul, modernizando o poder naval, como faz agora com a construção e entrega de cinco submarinos nucleares. É um feito notável, que cumpre destacar.

Pode-se encontrar no mar brasileiro, tão decantado por autores como Dorival Caymmi, riquezas como a pesca, a biodiversidade (fármacos, alimentos e agricultura), reservas de petróleo, gás, sal, e mais a energia eólica em alto-mar e a maremotriz. São fontes notáveis de exploração, que se juntam às virtualidades do turismo, gerador de bilhões de reais.

Tudo isso sob a competente proteção da Marinha do Brasil, cujas obras de assistência médica e odontológica envolvem toda a imensa região. Propiciam estágios enriquecedores a estudantes praticamente de todo o país.

Se grandes civilizações se valeram do mar para o seu desenvolvimento (como nos tempos de Creta), o uso sustentável dos oceanos deve ser uma bênção que certamente alcançará também o Brasil, valendo-se das prerrogativas da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos do Uso do Mar.

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