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Crucifixo de Cristo encoberto, expulsão partidária e briga por escola militar e vice são as artimanhas do “nanico” PSL de Palmeira

Por Redação com Roberto Gonçalves

Flávio Targino, atual presidente do PSL

A “colisão” entre o presidente do diretório municipal do PSL, Flávio Targino atualmente secretário municipal de Esportes e o vereador licenciado e secretário municipal de  articulação Política do prefeito Júlio Cezar (PSB) Júnior Miranda persiste em Palmeira dos Índios. O dirigente partidário quer a todo custo a saída de Miranda da agremiação política, partido pelo qual foi eleito em 2016.

O interesse de Flávio Targino seria – segundo informa os bastidores – oferecer melhor condição para reeleger vereadores em 2020 o irmão Fábio Targino e o presidente da Casa Agenor Leôncio, que até o momento não se filiou ao partido, só podendo fazer isso na janela partidária e se filiar em março de 2020, de acordo com a legislação eleitoral. A possibilidade é negada pelo dirigente do PSL local.

Júnior Miranda tem bastante experiência política em Palmeira dos Índios.Foi vereador em várias legislaturas, presidente da Mesa Diretora da Casa e secretário municipal de Educação na gestão do então prefeito Albérico Cordeiro.

Convidou a se retirar

Em uma entrevista na semana passada, Flávio Targino chegou a afirmar que Júnior Miranda está fora do partido podendo sair nesse momento, sem nenhum prejuízo com o seu mandato. “Conversei com o Flávio Moreno presidente estadual do PSL sobre a saída de Júnior Miranda do partido e ele pode ficar tranquilo” assegurou o dirigente partidário em referência a possível cassação do mandato de Miranda por infidelidade partidária.

A declaração se deu após o presidente do PSL tentar se explicar porque o partido tinha escondido o crucifixo de Cristo na reunião promovida pelo partido e que gerou repercussão em todo o Estado de Alagoas.

Reunião do PSL cobriu crucifixo com bandeira partidária

Eleito pelo PSL, Júnior Miranda não infringiu o estatuto, tampouco as regras do partido, tem interesse de manter sua filiação e na última eleição votou e apoiou em Palmeira dos Índios o presidente Jair Bolsonaro.

Filiado ao PSL, de acordo com a Reforma Política e sem as coligações, Miranda pode reconquistar o seu mandato com 500 ou 600 votos dentro do próprio PSL e isso atemoriza o novo dirigente do PSL que quer o espaço para o irmão e para Agenor Leôncio. Comenta-se nos bastidores da política palmeirense que Júnior Miranda poderá se abrigar no PROS, caso venha a ser mesmo expulso do PSL.

Junior Miranda foi escanteado na reunião do PSL (Foto: Arquivo Pessoal)

Miranda não foi prestigiado no evento do partido em Palmeira

A crise entre Flávio Targino e Júnior Miranda se tornou mais evidente quando da realização do evento político no plenário da Câmara Municipal de Palmeira dos Índios, que ficou famosa pelo fato do crucifixo de Cristo ter sido escondido pela bandeira do PSL. O fato obteve grande repercussão negativa nos sites e nas redes sociais da cidade e em todo o Estado. De acordo com Júnior Miranda, ele teria ficado sabendo do evento político, através das redes sociais. “Eu fui informado do evento como a maioria das pessoas foram, por redes sociais, não recebi ligação, e-mail ou qualquer outra coisa”, assegurou o vereador licenciado das funções, nem acesso ao presidente estadual da sigla, Flávio Moreno tive na oportunidade”, revelou.

“Fiquei na porta do prédio da Câmara, quando o presidente chegou, logo correram para o plenário no segundo andar, pegaram no braço dele e levaram para entrevista, até aí tudo bem, mas depois o acesso ficou ainda mais difícil, não tive a oportunidade de conversar com o presidente do partido ao qual sou vereador há três anos.” desabafou Miranda.

No encontro marcaram presenças vereadores de outros partidos, inclusive o irmão de Flávio Targino, o vereador Fábio Targino, o presidente da Mesa Diretora Agenor  Leôncio (PSB) e Adelaide França (MDB)

Outra questão é que tanto Miranda como Pedrinho do Bode, o primeiro suplente no mandato, são vereadores pelo partido, não foram convidados a fazer parte da Mesa nem foi cedido a palavra a eles, o que acontece normalmente em eventos de partido, quando filiados com mandatos participam com destaque nos eventos.

Vereadora Ana Adelaide solicitou na Câmara escola militar

PSL também briga por paternidade de escola militar solicitada por vereadora do MDB

A ideia do presidente Jair Bolsonaro em implantar no país escolas militares vem  causando repercussão desde que os governadores do Nordeste recusaram a oferta (com exceção do Ceará) e os prefeitos passaram a ser a bola da vez para receber o “prêmio” do governo federal para a construção dessas escolas nos municípios brasileiros Os recursos para a construção desse modelo de escola gira em torno de R$1 milhão para cada  unidade e atraiu muitos gestores.

Em Palmeira dos Índios, a pedido de eleitores e simpatizantes da causa bolsonarista, a vereadora Ana Adelaide França (MDB) fez uma indicação na Câmara Municipal ao prefeito Júlio César (PSB) reivindicando a adesão do município à proposta do governo federal.

Porém o requerimento da vereadora virou um verdadeiro cabo de guerra, porque o presidente do PSL em Palmeira dos Índios, Flavio Targino absorveu pra si a paternidade da escola militar, dando um chega pra lá na vereadora, que é do partido de Renan Filho que não aderiu ao programa bolsonarista. Após isso, nas redes sociais a “mãe” e o “pai” da escola militar palmeirense começaram a se digladiar para tentar convencer ao povo de quem é o autor (a) da ideia, que ainda não se tem certeza de que será construída ou não em Palmeira dos Índios.

Em entrevista à imprensa Flávio Targino afirmou que a escola militar só chegará ao
município graças a sua intervenção e a do presidente estadual do PSL Flávio Moreno.

Agenor Leôncio

Presidente da Câmara no PSL e possível vice-prefeito na chapa de Julio Cezar

A notícia do ingresso de Agenor Leôncio no PSL foi veiculada em uma coluna assinada pelo coordenador de comunicação da Prefeitura de Palmeira dos Índios no Jornal de Arapiraca, Henrique Romeiro, dando conta de que o presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal atualmente filiado ao PSB foi convidado para ingressar na sigla partidária.

Essa pretensão, até março de 2020 tem um objetivo político: Agenor Leôncio quer ser o vice na chapa do prefeito Júlio Cezar no processo de reeleição, caso ocorra essa aliança, Agenor Leôncio deve apoiar o filho para a disputa de uma das 15 vagas na Câmara municipal. Quando ao futuro político do atual vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Márcio Henrique só o tempo vai definir.

Quanto ao prefeito, atualmente filiado ao PSB até março de 2020 pode voltar ao ninho tucano filiando-se ao PSDB e já teria recebido o convite do presidente estadual do partido, senador Rodrigo Cunha para tal.

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