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Editoras conquistam espaço na SP-Foto

Há um ano, José Fujocka e Luciana Molisani inauguraram uma livraria especializada em livros de fotografia e de arte na Galeria Ouro Fino com cerca de 150 títulos. Hoje, somando 800 itens (650 livros e 150 fotos) no acervo, a Lovely House chega a SP-Foto com uma cuidadosa seleção e também como uma editora, tímida ainda, e com lançamentos de obras que não levam seu selo, mas que foram feitas com seu apoio.

A Lovely House é uma das oito casas que inauguram o setor editorial da feira, que começa hoje em São Paulo. Até o ano passado, a Livraria Madalena era responsável por apresentar essa produção. Agora, a Madalena vai como editora, e estará ao lado, também, da Bei, Cobogó, Fotô Editorial, Terra Virgem, Vento Leste e Yow. Elas vão expor e vender seus livros (para todos os bolsos), em estandes de 4 m².

Para o curador Eder Chiodetto, que é um dos fundadores da Fotô, essa iniciativa vai colocar a feira em pé de igualdade com grandes eventos do mundo, como o Paris Photo e o Festival de Arles. “Tivemos uma conversa com a Fernanda Feitosa (curadora) para mostrar a importância que os fotolivros adquiriram nos anos recentes como suporte de um trabalho autoral. Hoje em dia é comum ver fotógrafos priorizando investimentos para realizar um fotolivro no lugar de uma exposição em galeria, por exemplo”, conta.

Veterano na SP-Foto, Iatã Cannabrava, da Madalena, também vê como um avanço a criação desse espaço no evento. “A SP-Foto está dando um reconhecimento à uma história muito legal. Conheço muita gente que coleciona, hoje, livro de fotografia – e isso não tem a ver dinheiro.”

Cannabrava está levando cerca de 30 títulos, a média das demais editoras, para a feira – são lançamentos, como Rolo, de Gui Galembeck; São Paulo S.M., de Ale Ruaro; The Best of Mr. Chao, de Guilherme Gerais; e Y, de José Yalenti, além de títulos do catálogo com desconto de até 50%. Por falar em promoção, aliás, Cannabrava diz que colecionadores interessados em comprar todo o catálogo da Madalena terão um “desconto absurdo”.

José Fujocka, da Lovely House, ressalta que o fato de as editoras levarem sua própria seleção de obras possibilita que outros tipos de narrativas e de publicações possam vir a público. “Não tem um recorte, um olhar, uma curadoria de uma única editora ou de um único curador. Conhecendo essas oito editoras que vão participar, as pessoas terão uma noção desse universo de publicações no Brasil.” Ele ressalta ainda que a visita ao estande serve também como um convite para que o diálogo continue em sua loja física.

Para os editores, a feira servirá de termômetro do momento atual do mercado de publicações de artista e de fotógrafos. “Um mercado em criação e ao mesmo tempo promissor”, nas palavras de Chiodetto.

“À medida que os colecionadores e instituições de arte vão percebendo que os fotolivros deixaram de ser um mero portfólio do fotógrafo para ser uma obra feita com requintes de edição, impressão, narrativas não usuais, etc., eles começam a incorporá-los em suas coleções. Hoje, há no mercado internacional fotolivros que se tornaram um sucesso e são disputados em leilões, finaliza o editor.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autor: Maria Fernanda Rodrigues
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