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De volta à TV Globo, Paloma Duarte vive mãe adotiva em ‘Malhação’

Após 15 anos afastada da Globo, Paloma Duarte está de volta à casa onde iniciou sua trajetória como atriz. Hoje com 41 anos de idade, ela soma três décadas de carreira. Filha da também atriz Débora Duarte, Paloma tinha feito sua última participação em uma novela da emissora em “Começar de Novo”, de 2004. Depois, passou a fazer parte do time de atores da RecordTV, onde trabalhou por dez anos, em novelas como “Cidadão Brasileiro”, “Poder Paralelo” e “Pecado Mortal”. A atriz se desligou do canal em 2015. Estrelou também as séries “Se Eu Fosse Você”, entre 2013 e 2015, na Fox, e “Eu, Ela e um Milhão de Seguidores”, em 2017, no Multishow.

Paloma estava longe das novelas havia alguns anos, quando recebeu convite do diretor artístico Adriano Melo para fazer “Malhação: Toda Forma de Amar”, escrita por Emanuel Jacobina. “Ele me ligou e disse: Bora falar de amor?! Achei incrível, ainda mais neste momento em que a sociedade anda tão intolerante. É muito bom poder falar de amor e suas amplas formas de existência”, diz a atriz, à reportagem. E como é retornar à Globo depois de tanto tempo? “Normal. É gostoso rever amigos, fazer outros… É como se eu nunca tivesse saído, porque, afinal, trabalhei por muitos anos na empresa antes.” Do período em que ficou na RecordTV, diz ter colecionado personagens inesquecíveis. “E tive um encontro muito especial também com Lauro C. Muniz, que virou um grande amigo.”

Em “Malhação: Toda Forma de Amar”, nova temporada da produção, que estreia na Globo nesta terça-feira, 16, Paloma interpreta Lígia, que, ao lado do marido, Joaquim (Joaquim Lopes), está no centro do drama familiar da história. Os dois, que já são pais de um filho adulto, Filipe (Pedro Novaes, filho de Letícia Spiller e Marcello Novaes), decidem adotar uma bebê, Nina, e a cercam de amor. Na outra ponta dessa trama está a mãe biológica da criança, a adolescente Rita (Alanis Guillen), que descobre na missa de sétimo dia da morte do pai que ele havia sequestrado sua filha – que ela acreditava ter morrido após o parto – e levado a bebê para o Rio. Rita, então, parte em busca da filha e fará de tudo para recuperá-la. A criança acabará por unir o destino dessas duas mães, Lígia e Rita. Para viver Lígia, Paloma conta que passou por uma preparação intensa. “Tivemos semanas de ensaios, palestras também com pais adotivos e uma psicóloga. Essa personagem traz um tema muito forte e delicado”, diz.

Situação violenta

Atrizes de gerações diferentes, Paloma Duarte e Alanis Guillen devem travar momentos emocionantes com suas personagens ao longo da temporada. Paloma elogia a atriz estreante. “Ela é uma atriz estudiosa e intuitiva. Tem sido encantador ver o seu despertar”, afirma. “Paloma brilha mesmo e divide toda sua profundidade como pessoa e como atriz. Cada conselho eu encaro como aula”, retribui Alanis, em entrevista à reportagem.

Outras cenas dramáticas estão reservadas à personagem de Alanis. Já morando em Duque de Caxias – após deixar sua cidade natal, Queimados -, Rita está voltando de uma festa com os amigos, Raíssa (Dora de Assis) e Thiago (Danilo Maia), quando eles testemunham uma situação violenta. Dentro de uma van, eles e outros adolescentes – Jaqueline (Gabz), Guga (Pedro Alves) e Anjinha (Caroline Dallarosa) – presenciam homens armados retirando, de forma truculenta, um rapaz de dentro do veículo. Essa situação unirá o grupo de jovens dali por diante. Esse destino selado por um acontecimento extremo faz lembrar de “Malhação: Viva a Diferença”, de Cao Hamburger: ali, uma situação marcante na trama também uniu para sempre cinco garotas, que até então não se conheciam – o parto no metrô de uma delas.

Esse é o primeiro trabalho de Alanis na TV. E já como protagonista. A atriz de 20 anos começou a carreira no teatro. Em 2018, sua agente a levou para fazer um registro na Globo de São Paulo e foi chamada para fazer teste para uma novela, que acabou sendo adiada. Depois, veio o convite para fazer teste para “Malhação”. E foi aprovada. Analis conta que passou a se dedicar a estudos e pesquisas sobre temas como adoção e gravidez precoce. “Entender Rita, viver Rita, dar voz a Rita foi e é um processo denso. A Rita é densa. Tem todo o entendimento do autor e diretor, tem meu entendimento como atriz, e como meu corpo responde ao que a Rita quer/precisa expressar”, avalia ela. “Mas, para além desse estudo anterior, é também algo que se constrói a cada cena, a cada dia, cada relação com os outros personagens e os temas que abordamos.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autor: Adriana Del Ré
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