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Professor Mineirinho está de volta à Maceió com Studio de Arte

Por Assessoria

“Maceió vai se soltar”, quem avisa é Luiz Sander, o renomado “Professor Mineirinho”, pai da Dança Solta, um sucesso nacional. Dezoito anos após deixar a capital alagoana para viver no Sudeste, o ator, bailarino e coreógrafo retorna, de mala e cuia, para inaugurar o Studio Mineirinho das Artes, escola já famosa no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A partir do dia 11 de fevereiro, o criador da didática que mistura ritmos populares, sem coreografias pré-estabelecidas, vai ajudar muita gente a aliviar o estresse, queimar calorias e se divertir. Em parceria com a bailarina Maria Emilia Clark, ele também dará aulas de Dança de Salão, Forró e curso livre de Teatro. As aulas de dança, até o dia 14 de fevereiro, serão gratuitas e acontecem em duas turmas: às 9h e às 19h30, no espaço Maria Emília Clarck, no Jaraguá.

“A ideia de retornar a Maceió sempre me acompanhou. Saí pela necessidade de mostrar a Dança Solta em um centro maior e, agora, com núcleos no Rio, em São Paulo e em diversos lugares do Brasil, decidi retornar para abrir um aqui, na cidade onde tudo começou. Volto também em busca de mais qualidade de vida e para matar a saudade de alunos e amigos”, diz o artista.

Sobre a dança

Mineirinho criou a Dança Solta em 1995, num clube social da capital alagoana, em meio a uma situação que tinha tudo para causar embaraço. Contratado para uma apresentação de tango, ele se viu diante do público e sem a dançarina, que simplesmente não apareceu. O jeito foi improvisar. Mineirinho subiu ao palco e chamou a plateia para o embalo. Assim, com todo mundo junto e livre, nasceu a filosofia baseada no improviso e na ideia de que ninguém aprende a dançar, mas cada um sabe ao seu modo.

“A Dança Solta é uma aula diferente, lúdica, onde o objetivo é todo mundo se divertir, se soltar mesmo. Não existem regras, coreografias marcadas, não tem foco terapêutico ou de emagrecimento, mas tem muito a ver com qualidade de vida. É possível perder entre 500 e 600 calorias por aula e, do ponto de vista emocional, ‘desestressa’. De crianças a idosos, dos 9 aos 80 anos, todo mundo dança e brinca junto”, explica Mineirinho.

O sucesso da dança solta em Maceió alimentou em Mineirinho o sonho de ver a sua ideia ganhar o Brasil, daí a mudança para o Sudeste no ano 2000. No Rio de Janeiro, foi descoberto por uma produção de TV e ganhou espaço em programas de grande audiência nacional, como Ana Maria Braga, Bem-Estar, Programa do Jô, Estrela – apresentado por Angélica – e em diversos regionais, das mais variadas emissoras de televisão e rádio. Assim, ganhou o país.

Em Maceió, os cursos de dança e teatro do Mineirinho, incluindo a famosa Dança Solta, acontecerão na Rua Uruguai, 231 Poço, perto do SESC, às segundas e quartas-feiras, das 9h às 10h, e terças e quintas, das 19h30 às 20h30. Mais informações: (82) 99676-6820.

De Sander a Mineirinho

Foi em uma escola de dança de salão de Belo Horizonte (MG), durante uma viagem feita sob recomendações médicas – justamente para amenizar o estresse –, que Luiz Sander descobriu a paixão pela arte. Ele tinha 25 anos e, até então, dedicava-se exclusivamente ao trabalho como administrador de empresa, mas sentia que algo lhe faltava. Realizado na arte, se especializou e retornou a Maceió com diversos cursos na bagagem. O sóbrio senhor Sander deu lugar ao descontraído e alegre Mineirinho.

Como dançarino, participou do 40º Festival da Música Popular Brasileira em Zurich (Suíça), Cidade do Porto (Portugal), Madri (Espanha) e em várias cidades brasileiras. Já a carreira de ator começou em 2001, na Escola Teatral Martins Pena, Rio de Janeiro. De lá para cá, participou das novelas Luz do Sol e Apocalipse (TV Record), do seriado DPA Detetives do Prédio Azul (canal Gloob), e de produções teatrais profissionais como Ricardo Terceiro, dirigida por Antonio Pedro; A Capital Federal, sob direção de Elza de Andrade; A Vida Como Ela É, dirigida por Anselmo Vasconcelos e vários outros projetos como o Showriso e Banda larga.

Atualmente, com sua própria Cia Teatral e atuando por todo o país, Mineirinho não só dissemina a cultura popular nordestina e brasileira, mas, também, a importância de integrá-la e preservá-la em sua originalidade. “A cultura popular não precisa ser regional, mas, sim, uma linguagem que fala sobre luta, natureza, paixão e amor, ou seja, que fala sobre o Brasil”, sentencia.

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