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Noções de História do Cristianismo, 15º livro do historiador sacro Álvaro Queiroz, professor  de História da Igreja no Curso de Teologia do Seminário de N.Senhora da Assunção de Maceió, lente dos quadros  do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), campus de Satuba, membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (AAI), fez chegar às minhas mãos com dedicatória: “ Ao diletíssimo Professor Laurentino Veiga, presidente da AAI, com os cumprimentos do autor”.

A  orelha, por sua vez, fora escrita pelo Cônego Dr. José Everaldo Rodrigues Filho que dissecou com propriedade o trabalho científico festejado nos meios literários. “ O autor retrata os acontecimentos não só eclesiásticos, mas  também seus impactos na sociedade, economia, cultura, natureza, nas idéias pertencentes ao cotidiano dos cristãos nos dois mil anos de fatos e gerações. Expressão de um estudioso que investiga, analisa e estabelece sua crítica racional;produziu uma obra que resgata as memórias importantes na trajetória da Igreja e humanidade e o compartilha com as novas gerações”.

Dir-se-ia que o nobre colega tem densidade científica nessa linha de pensamento.Primeiro, no campo  da história eclesiástica fez publicar o majestoso livro A Igreja pelos caminhos da América Latina( 1992).Agora, traz à tona uma excelsa pesquisa transformada num compêndio histórico a serviço da comunidade.

São 455 páginas bem escritas, linguagem acessível às pessoas do meio acadêmico e, principalmente, àquelas interessadas a aumentar seu capital intelectual. Inicia com a Introdução à história da igreja cristã. No período medieval, adentra na época moderna a fim de desaguar na contemporaneidade.Penetra no cristianismo (mundo romano), o povo judeu, Jesus, sua mensagem e o movimento cristão. Ressalta os primórdios cristãos atingindo a expansão do cristianismo e os ciclos missionários.

Por outro lado, escreve sobre a Igreja e o Império Romano ( opiniões pagãs acerca do Cristianismo), as perseguições atingindo a liberdade de culto à religião oficial. Enfatiza as crises e conflitos, heresias e cismas, teologias e teólogos cristãos, Santos Padres, Santo Ambrósio ( 339/397), Santo Agostinho ( 354/430), e outros luminares que se transformaram em mártires pelo amor a Jesus Cristo, Filho unigênito do Pai Eterno.

Tudo isso, documentado em fatos de papas a saber:Paulo III, Pio IX, Leão XIII, Pio X, São  João XXIII; Martinho Lutero, João Calvino, O Concílio de Trento .Abordou a revolução Industrial no final do século XVIII,o Iluminismo, principais representantes como Voltaire (1694/1778) onde propõe como regime político ideal a monarquia constitucional e como sistema de governo o parlamentarismo.Defendeu,veementemente, a separação entre a Igreja e Estado, bem como a implantação do Estado laico pluralista.

Na Economia Álvaro Queiroz destacou Adam Smith ( 1723/1790), pai do liberalismo econômico. Segundo o escocês, o “Laissez faire, laissez passer, Le monde va de lui-mêmi ”.Deixai fazer, deixai passar, que o mundo anda por si mesmo”. Smith advogava a não intervenção do Estado nos negócios econômicos.Acrescentou com uma visão futurista: a principal fonte de riqueza de um país é exatamente o trabalho livre de seu povo.

Inseriu, também, na sua portentosa obra a cronologia básica, sinopse histórica dos Concílios Ecumênicos,vasta referências consultadas no vetusto Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, bem como na sua própria biblioteca.Felicito-o pelo novel trabalho e, ao mesmo tempo, almejo novas lavras suas.Organização: Francis Lawrence

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