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Gestores discutem estratégias para aprimorar atendimento ao usuário do SUS

Por Redação comCOSEMS Alagoas

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Gestores da 1ª a 6ª Regiões de Saúde discutiram nesta quarta-feira (11), no Palácio República dos Palmares, na reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR) – I Macrorregião a situação dos acidentes notificados no Sistema Nacional de Agravos de Situação (Sinan), relacionados aos trabalhos em menores de 18 anos; alerta sobre coberturas vacinais; e apresentação do desenho da Rede Cegonha no Estado de Alagoas, mapa de vinculação; e entraves no funcionamento da Regulação; dentre outras pautas.

No tocante ao trabalho infantil em Alagoas, Izabelle Pereira, também secretária de Saúde de Teotônio Vilela, destacou que a violência contra este público precisa constar de forma oficial por meio da notificação. “Enquanto gestores não podemos silenciar. Percebo que há despreparo das equipes de notificação, receio de fazê-la e desamparo jurídico para proteger estes profissionais”.

De acordo com ela, o Estado precisa traçar um cronograma de capacitação para todas as violências, pelo prejuízo econômico, agravos à saúde e problema de ordem previdenciária. A temática foi apresentada pela gerente do Cerest Estadual, Gardênia Santana, pontuando as subnotificações e os efeitos negativos do trabalho infantil em todas as áreas da vida do indivíduo. “Criança não é adulto em miniatura, portanto requer tratamento diferenciado”, advertiu.

Outro assunto debatido na reunião foi relativo às baixas coberturas vacinais apresentadas pela assessora técnica de Doenças Imunopreveníveis e Vacinas da Sesau, Denise Castro, referntes à poliomielite e ao sarampo. Segundo ela, a reintrodução do sarampo nos Estados da Amazônia, Roraima, Rio Grande do Sul e São Paulo preocupa o Ministério da Saúde, logo os gestores alagoanos precisam montar estratégias para evitar que a doença seja introduzida em Alagoas.

Denise solicitou apoio dos secretários de Saúde à Campanha Nacional Contra a Poliomielite e o Sarampo, que acontece no período de 6 a 31 de agosto, como também realizarem o dia “D” de mobilização no dia 18 do mesmo mês. A diretora financeira do Cosems, Morgana Oliveira, e também secretária de Saúde de Messias, mostrou-se apreensiva com o retorno do sarampo ao país.

“Precisamos de uma força tarefa e salientou a importância da ampliação do SI-PNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações) – para além dos 45 municípios alagoanos que já implantaram” Ela destacou a dificuldade com os recursos financeiros, aquisição de equipamentos e capacitação dos profissionais da área.

A secretária de Jequiá da Praia, Patrícia Cavalcante, afirmou que a população e alguns profissionais de Saúde desconhecem o sarampo e a poliomielite, já que foram erradicadas do país há algum tempo, sendo necessário capacitar os profissionais da Saúde e das escolas sobre o assunto. Já a secretária de Santana do Mundaú, Paula Gomes, sugeriu o monitoramento dos cartões de vacinas das crianças como mecanismo de garantir maior cobertura vacinal e acompanhamento dos casos suspeitos.

A presidente do Cosems, Izabelle Pereira, reconheceu que a erradicação das duas doenças no país dá à população a falsa impressão de que não precisa se vacinar. “Cabe aos municípios repensarem os horários de funcionamento das salas de vacinas. Precisamos de planejamento e estratégias a exemplo de condicionar as matrículas escolares à apresentação do cartão de vacinas em dia. A vacinação deve ser uma das prioridades da gestão pública”, pontuou.

Outro tópico que movimentou a reunião foi com relação às dificuldades dos municípios no acesso à Regulação das consultas e exames dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Cora que, segundo os municípios, não funciona a contento e muitas vezes levam gestantes a peregrinarem pelas maternidades já que os municípios de referência nem sempre estão preparados para recebê-las.

Diante do exposto, a representante da Sesau, Sandra Canuto, reconheceu a necessidade de uma discussão política entre os gestores e o Estado – com o apoio do Cosems – sobre a angústia dos municípios no que diz respeito à situação das gestantes e crianças que necessitam de UTI e UCI neonatal. Durante a reunião foi eleita à nova coordenadora Regional da 5ª CIR, Eládia Maria dos Santos, gestora de Saúde de Roteiro.

Mary Wanderley

Gestores da 1ª a 6ª Regiões de Saúde discutiram nesta quarta-feira (11), no Palácio República dos Palmares, na reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR) – I Macrorregião a situação dos acidentes notificados no Sistema Nacional de Agravos de Situação (Sinan), relacionados aos trabalhos em menores de 18 anos; alerta sobre coberturas vacinais; e apresentação do desenho da Rede Cegonha no Estado de Alagoas, mapa de vinculação; e entraves no funcionamento da Regulação; dentre outras pautas.

No tocante ao trabalho infantil em Alagoas, Izabelle Pereira, também secretária de Saúde de Teotônio Vilela, destacou que a violência contra este público precisa constar de forma oficial por meio da notificação. “Enquanto gestores não podemos silenciar. Percebo que há despreparo das equipes de notificação, receio de fazê-la e desamparo jurídico para proteger estes profissionais”.

De acordo com ela, o Estado precisa traçar um cronograma de capacitação para todas as violências, pelo prejuízo econômico, agravos à saúde e problema de ordem previdenciária. A temática foi apresentada pela gerente do Cerest Estadual, Gardênia Santana, pontuando as subnotificações e os efeitos negativos do trabalho infantil em todas as áreas da vida do indivíduo. “Criança não é adulto em miniatura, portanto requer tratamento diferenciado”, advertiu.

Outro assunto debatido na reunião foi relativo às baixas coberturas vacinais apresentadas pela assessora técnica de Doenças Imunopreveníveis e Vacinas da Sesau, Denise Castro, referntes à poliomielite e ao sarampo. Segundo ela, a reintrodução do sarampo nos Estados da Amazônia, Roraima, Rio Grande do Sul e São Paulo preocupa o Ministério da Saúde, logo os gestores alagoanos precisam montar estratégias para evitar que a doença seja introduzida em Alagoas.

Denise solicitou apoio dos secretários de Saúde à Campanha Nacional Contra a Poliomielite e o Sarampo, que acontece no período de 6 a 31 de agosto, como também realizarem o dia “D” de mobilização no dia 18 do mesmo mês. A diretora financeira do Cosems, Morgana Oliveira, e também secretária de Saúde de Messias, mostrou-se apreensiva com o retorno do sarampo ao país.

“Precisamos de uma força tarefa e salientou a importância da ampliação do SI-PNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações) – para além dos 45 municípios alagoanos que já implantaram” Ela destacou a dificuldade com os recursos financeiros, aquisição de equipamentos e capacitação dos profissionais da área.

A secretária de Jequiá da Praia, Patrícia Cavalcante, afirmou que a população e alguns profissionais de Saúde desconhecem o sarampo e a poliomielite, já que foram erradicadas do país há algum tempo, sendo necessário capacitar os profissionais da Saúde e das escolas sobre o assunto. Já a secretária de Santana do Mundaú, Paula Gomes, sugeriu o monitoramento dos cartões de vacinas das crianças como mecanismo de garantir maior cobertura vacinal e acompanhamento dos casos suspeitos.

A presidente do Cosems, Izabelle Pereira, reconheceu que a erradicação das duas doenças no país dá à população a falsa impressão de que não precisa se vacinar. “Cabe aos municípios repensarem os horários de funcionamento das salas de vacinas. Precisamos de planejamento e estratégias a exemplo de condicionar as matrículas escolares à apresentação do cartão de vacinas em dia. A vacinação deve ser uma das prioridades da gestão pública”, pontuou.

Outro tópico que movimentou a reunião foi com relação às dificuldades dos municípios no acesso à Regulação das consultas e exames dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Cora que, segundo os municípios, não funciona a contento e muitas vezes levam gestantes a peregrinarem pelas maternidades já que os municípios de referência nem sempre estão preparados para recebê-las.

Diante do exposto, a representante da Sesau, Sandra Canuto, reconheceu a necessidade de uma discussão política entre os gestores e o Estado – com o apoio do Cosems – sobre a angústia dos municípios no que diz respeito à situação das gestantes e crianças que necessitam de UTI e UCI neonatal. Durante a reunião foi eleita à nova coordenadora Regional da 5ª CIR, Eládia Maria dos Santos, gestora de Saúde de Roteiro.

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