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Ataques de tubarão adiam continuidade de etapa do Circuito Mundial de Surfe

A Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês) optou por não realizar mais baterias nesta terça-feira (no horário local) na etapa de Margaret River, na Austrália, por causa de incidentes envolvendo tubarões na área próxima onde são realizadas as competições.

Dois ataques de tubarões ocorreram nas últimas 24 horas, causando pânico e assustando os surfistas. Em Cobblestones, o italiano Alejandro Travaglini foi mordido na perna e teve de ser socorrido de helicóptero e levado para um hospital em Perth. Já o dinamarquês Justin Longrass foi atacado em Lefthanders, machucou a perna e ficou com as marcas da mordida em sua prancha.

Na segunda-feira, no horário australiano, a competição feminina da terceira etapa do Circuito Mundial de Surfe foi paralisada por algumas horas e só foi retomada quando as autoridades garantiram que não havia risco para os surfistas. No alto, drones monitoravam as atividades dentro da água, para detectar qualquer presença de tubarão. Nesta terça, no horário da Austrália, nem se cogitou a realização de baterias

“Nós agimos com nossos protocolos de segurança bem estabelecidos e estamos reunindo todas as informações mais recentes para determinar os próximos passos. Continuaremos a colaborar com todos os envolvidos, principalmente os surfistas. A sua segurança continua a ser primordial”, afirmou a WSL em um comunicado oficial. “A competição de hoje (terça-feira na Austrália Ocidental) foi cancelada e os surfistas foram aconselhados a não surfar na área. Estamos constantemente avaliando a situação”, acrescentou.

Em suas redes sociais, os surfistas brasileiros declararam que a situação é bastante tensa. “Hoje tiveram dois ataques de tubarão numa praia próxima que estamos competindo. Eu não me sinto seguro treinando e competindo nesse tipo de lugar, qualquer hora pode acontecer alguma coisa com um de nós. Espero que não. Deixando minha opinião antes que seja tarde”, comentou Gabriel Medina.

Italo Ferreira, líder do campeonato, concordou com seu compatriota. “Dois ataques de tubarão em menos de 24h aqui na Austrália. Detalhe: apenas alguns quilômetros de onde está sendo realizado o evento. Muito perigoso, não acham? E, mesmo assim, continuam insistindo em fazer etapas onde o risco de ter esse tipo de acidente é 90%. Aí eu pergunto: a segurança dos atletas não é prioridade? Já tivemos vários alertas”, disse.

Em tom de desabafo, Italo comentou sobre a perigosa situação. “Fica o questionamento: dinheiro e o entretenimento de uma ‘visita’ inusitada de um tubarão valem mais que uma vida? Espero que isso não aconteça com nenhum de nós. Eu não me sinto confortável treinando e competindo em lugares assim”, continuou.

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